As empresas do setor de varejo ficaram mais pessimistas em relação aos resultados dos próximos meses. Agora, elas acham que as vendas continuarão caindo em relação ao ano anterior pelo menos até outubro. É o que apontam dados divulgados pelo IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo).
Os números mostram que as empresas associadas ao IDV preveem queda de 3,5% nas vendas em agosto em relação a igual mês de 2021, já desconsiderando o efeito da inflação. A expectativa anterior era de queda bem menor, de 0,3%.
A previsão para setembro, que era de estabilidade no faturamento, também piorou: passou a ser de redução de 1,4%. Para outubro – mês para o qual ainda não havia projeções -, a estimativa é de redução de 1,1% na receita real em relação a um ano antes.
Segundo o IDV, ainda que alguns fatores possam estimular as vendas – entre eles o aumento no valor do Auxílio Brasil e a redução de impostos -, há outros que jogam contra um cenário mais favorável – como a inflação alta, o aumento do custo do crédito e a inadimplência elevada.
Os associados ao IDV incluem grandes empresas varejistas de capital aberto, como Americanas (AMER3), Carrefour (CRFB3), Pão de Açúcar (PCAR3), Soma (SOMA3), Renner (LREN3), Magazine Luiza (MGLU3), Marisa (AMAR3), Petz (PETZ3), Raia Drogasil (RADL3), Via Varejo (VIIA3) e Vivara (VIVA3).
As ações da maioria destas empresas operam em alta hoje, ainda impulsionadas pela onda de otimismo que tomou conta do setor por causa da perspectiva de desaceleração da inflação e de pausa na alta dos juros.
Magazine Luiza era um dos destaques, com alta de 3,78% por volta das 14h55 – um dos avanços mais intensos dentre os componentes do índice Ibovespa.