Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4) se recuperam e ajudam a manter Ibovespa no positivo

Por volta das 13h30, o principal índice da B3 subia 0,35% e operava aos 110.800 pontos

Foto: Shutterstock

O Ibovespa opera azul nesta quarta-feira (31), apoiado no mercado externo, que tenta uma recuperação após dias seguidos de perdas, e nos pesos-pesados Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4; PETR3), que sobem após as baixas desta terça-feira (30).

Por volta das 13h30, o principal índice da B3 subia 0,35% e operava aos 110.800 pontos. A Energias do Brasil (ENBR3) subia 3,70% após anunciar a venda de sua subsidiária Energest, detentora da usina hidrelétrica Mascarenhas, por R$ 1,22 bilhão.

A usina, que fica no Espírito Santo e possui 198 MW (megawatts) de capacidade instalada, foi vendida para a VH GSEO UK Holdings Limited, subsidiária da britânica Victory Hill Global Sustainable Energy Opportunities. Em junho passado, a usina possuía patrimônio líquido de R$ 263,5 milhões e gerou Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 176,2 milhões nos últimos 12 meses.

Na avaliação de Jader Lazarini, analista CNPI da Agência TradeMap, a venda é mais um passo da companhia em diminuir a exposição ao risco hidrológico no segmento de geração de energia. “Vale lembrar que a empresa está posicionada em todas as três frentes do setor. Além de geração, também opera ativos nas áreas de distribuição e transmissão de energia”.

Na sequência, os papéis ordinários e preferenciais da Petrobras avançavam 2,96% e 2,41%, respectivamente, recuperando as perdas da véspera. Ontem, as ações encerraram o pregão em baixas de 5,64% e 5,95%.

Mais cedo, o governo americano anunciou que os estoques de petróleo do país caíram 3,32 milhões de barris nesta semana, ante uma expectativa de retirada de 1,483 milhão de barris. A notícia pode mostrar um mercado mais aquecido para a demanda da commodity, o que acaba beneficiando as petrolíferas.

Além disso, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou, nesta terça, a venda da Reman (Refinaria Isaac Sabbá) no Amazonas.

Na visão de Cássio Bambirra, sócio da One Investimentos, o anúncio é positivo, e deve reforçar o papel da empresa como um dos “queridinhos” até o final do ano. Desde janeiro, o papel preferencial da companhia já valorizou 103%, de acordo com dados da plataforma do TradeMap.

Outros papéis que se valorizavam eram Pão de Açúcar (PCAR3), que subia 2,29%, Méliuz (CASH3), com alta de 3,18%, Soma (SOMA3), que tinha alta de 3% e Sabesp (SBSP3) que subia 2,55%.

Bambirra vê o mercado também repercutindo os dados do Pnad, que mostraram que a taxa de desemprego caiu para 9,1% no trimestre finalizado em julho, menor nível desde dezembro de 2015 e um desempenho em linha com o esperado por analistas de mercado. O dado anterior, do trimestre encerrado em junho, ficou em 9,3%.

“É a taxa de desemprego menor desde 2015, que mostra uma recuperação econômica do país e mostra que essas revisões de PIB para cima que algumas casas estão avaliando está cada vez mais factível com os níveis de empregos pujantes”, comenta o sócio da One.

Baixas do Ibovespa

A ação que mais recuava era a da Qualicorp (QUAL3), perdendo 3,90%, seguida por Dexco (DXCO3 -3,87%) e Hapvida (HAPV3) que recuava 2,78%. A operadora de planos de saúde anunciou uma dança das cadeiras no seu conselho de administração.

Sairão os membros Christopher Riley Gordon, Márcio Luiz Simões Utsch e Lício Tavares Ângelo Cintra e entrarão agentes já conhecidos de empresas do mercado. Este último, além de membro do conselho, também era diretor vice-presidente comercial e de relacionamento da companhia.

Os membros serão substituídos, respectivamente, por Michel Freund, sócio da Bain Capital e que atuava no conselho da Notre Dame Intermédica, Sylvia Wanderley, membro do conselho de administração da Totvs, Raia Drogasil, Vivara, JSL e Petz, e Alberto Serrentino, que já é conselheiro da C&A, brMalls, Cobasi e CNA.

Um setor que recua em bloco é o de bancos. O Santander (SANB11) recuava 0,70%, Itaú Unibanco (ITUB4) perdia 0,24% e o Bradesco (BBDC4) caía 0,10%. O Banco do Brasil (BBAS3), por sua vez, destoava e subia 0,31%.

Para Bambirra, a aprovação pela Câmara dos Deputados da medida provisória (MP) que reajusta em 1% a alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de bancos e instituições financeiras pensam nas ações do setor.

Com o aumento, o tributo pago por bancos será de 21%. “Como o mercado já esperava essa decisão, o impacto nos papéis não é tão forte”, avalia. 

Outros papéis que recuavam nesta tarde eram Ecorodovias (ECOR3), que caía 2,30%, Magazine Luiza (MGLU3), que perdia 2,88% e Gol (GOLL4), com queda de 2,31%.

Bolsas internacionais

Lá fora, o cenário não é dos melhores. Nos Estados Unidos, o Dow Jones caía 0,10% enquanto o Nasdaq e o S&P 500 operavam em alta de 0,10% e 0,15%, respectivamente.

Os mercados ainda repercutem a fala do presidente do Fed (o banco central americano), Jerome Powell, na última sexta-feira (26), quando declarou que a instituição tomará uma posição dura no aumento dos juros.

Na Europa, a inflação da zona do euro atingiu uma nova máxima histórica ao registrar 9,1% no acumulado dos últimos 12 meses. “Com o forte aumento de preços na região, o mercado já começa a fatorar uma probabilidade maior de um aumento de 75 pontos-base na taxa de juros local”, avalia a XP, em relatório matinal.

Enquanto isso, os índices acionários europeus, já perto do fechamento, recuavam em bloco. O Euro Stoxx 50 perdia 1%, o FTSE 100 recuava 0,99% e o DAX 30 apontava em 0,85% para baixo.

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