A perspectiva de lucros menores na Usiminas (USIM5), resultado de descontos aplicados aos produtos vendidos pela companhia no Brasil e de um aumento nas despesas operacionais, levou o BTG Pactual a desistir de recomendar a compra das ações da siderúrgica. Agora, a sugestão é que o investidor fique neutro em relação ao papel.
Em relatório publicado no domingo (28), os analistas Leonardo Correa e Caio Greiner, do BTG, disseram que a visibilidade dos resultados futuros da Usiminas “é uma das mais baixas que já vimos em anos”, e recomenda ao investidor que quiser exposição às produtoras de aço do Brasil que compre ações da Gerdau, que deve ter um desempenho comparativamente melhor daqui para frente.
O BTG ressaltou algumas despesas operacionais que a Usiminas terá nos próximos meses, entre elas as relacionadas à reforma do alto-forno 3, na Usina de Ipatinga, e também da coqueria da mesma instalação.
A Usiminas comunicou ao mercado na última sexta-feira (26) que o conselho de administração aprovou a alocação de R$ 1,1 bilhão em reparos emergenciais na coqueria 2 da usina de Ipatinga. O montante será distribuído ao longo dos próximos anos da seguinte forma: R$ 57 milhões ainda neste ano, R$ 97 milhões em 2023 e R$ 951 milhões de 2024 até 2026.
“A história sugere que essas paradas para manutenção podem impactar negativamente as margens Ebitda. Além disso, o investimento adicional de R$ 1,1 bilhão pode reduzir significativamente a lucratividade de curto prazo conforme a empresa intensifica as compras de coque no mercado”, avalia o BTG.
O BTG Pactual agora vislumbra um preço-alvo de R$ 10 em doze meses para o papel. Por volta das 11h10, as ações da Usiminas caíam 2,43%, a R$ 8,44.