Depois de Elon Musk anunciar que desistiu de adquirir o Twitter (TWTR34), em uma transação de US$ 44 bilhões, o presidente do conselho da empresa de rede social, Bret Taylor, afirmou em um tweet que a companhia irá recorrer da decisão de Musk, acionando a justiça para garantir que a compra ocorra.
“O Conselho do Twitter está comprometido em fechar a transação nos preços e termos acordados anteriormente com o Sr. Musk, e planeja recorrer à justiça para garantir o acordo de fusão. Estamos confiantes de que iremos vencer na Corte de Delaware”, afirmou Taylor.
The Twitter Board is committed to closing the transaction on the price and terms agreed upon with Mr. Musk and plans to pursue legal action to enforce the merger agreement. We are confident we will prevail in the Delaware Court of Chancery.
— Bret Taylor (@btaylor) July 8, 2022
Por volta das 19h45 desta sexta-feira, após o anúncio de Musk, as ações do Twitter caíam 5,58% no after-market americano, cotadas a US$ 34,85.
Elon Musk desistiu de adquirir o Twitter após a empresa se recusar a fornecer informações precisas sobre o número de contas falsas e spams em sua plataforma e, com isso, quebrar o contrato de fusão, de acordo com a equipe do bilionário.
Em documento enviado à SEC (Securities and Exchange Commission, equivalente americana à CVM), Mike Ringler, assessor de Musk na transação, afirma que o empresário vem pedindo informações há dois meses com o objetivo de avaliar de maneira independente a proporção de contas falsas ou spam.
“Essa informação é fundamental para os negócios e para a performance financeira do Twitter”, afirma o documento. “Algumas vezes o Twitter ignorou os pedidos de Musk, às vezes os rejeitou por razões que parecem injustificadas, e às vezes afirmou entregar as informações, mas forneceu dados incompletos ou inúteis”, completa Ringler.
A equipe de Musk vai além, alegando que o Twitter não só falhou em oferecer informações importantes, como também fez declarações falsas e que induzem ao erro, nas quais o bilionário confiou antes de entrar no acordo.
Segundo o documento, o Twitter afirmou, sob o acordo, que não ofereceu declarações falsas em nenhum dos documentos enviados à SEC desde 1 de janeiro. No entanto, na visão de Musk, a companhia fez uma série de declarações falsas, alegando que a média de contas falsas ou spam no primeiro trimestre deste ano foi de 5% e que, quando uma conta falsa é identificada, ela deixa de ser quantificada na base de usuários do Twitter.
A equipe de bilionário alega que, mesmo sem as informações completas, Musk realizou uma análise preliminar e parcial que, apesar de ainda estar em andamento, sugere que muitas dessas declarações são falsas ou induzem ao erro.
Finalmente, o documento indica que, como o Twitter foi avisado sobre esta quebra de contrato pelo menos desde 6 de junho, “qualquer prazo para encontrar uma solução oferecido para o Twitter sob o acordo de fusão já se encerrou”.