Navegue:
Tim (TIMS3): aquisição da Oi e alta dos juros pesam e lucro da companhia frustra mercado

Tim (TIMS3): aquisição da Oi e alta dos juros pesam e lucro da companhia frustra mercado

Companhia teve queda de 58,4 no lucro líquido, para R$ 280 milhões

painel com logotipo da TIM

Foto: Shutterstock

Por:

Compartilhe:

Por:

Apesar de ter registrado expansão na receita e no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), a Tim viu o lucro líquido cair 58,4% no segundo trimestre em relação a igual período do ano passado, para R$ 280 milhões, um resultado afetado principalmente pelos custos com a aquisição de ativos da Oi e pela alta dos juros, que elevaram as despesas financeiras da companhia no período.

O resultado financeiro da empresa, que é um saldo das receitas e despesas financeiras, ficou negativo em R$ 439 milhões, impactado majoritariamente pela aquisição dos ativos móveis da Oi e pela piora dos indicadores macroeconômicos, segundo a Tim.

As despesas financeiras dobraram em relação ao segundo trimestre de 2021, totalizando R$ 785 milhões, também em função do menor percentual de metas atingidas referentes ao bônus de subscrição do capital do C6 Bank e do aumento da taxa de juros, que pesou sobre contratos de aluguel e sobre a dívida, impactada também pela alta da inflação.

Os custos e despesas operacionais subiram 26,4% no trimestre, para R$ 2,932 bilhões, refletindo a inflação, com os maiores custos relacionados à aquisição dos ativos da Oi e as despesas de aluguel da ISystems.

Diante desse cenário, o lucro líquido ficou significativamente abaixo das expectativas de analistas. O BTG Pactual esperava um número 68% maior, de R$ 525 milhões, enquanto a XP Investimentos projetava R$ 763 milhões, 144% acima do reportado.

O crescimento de receita, para R$ 5,368 bilhões, por sua vez, superou levemente as expectativas otimistas do mercado. O BTG projetava receitas de R$ 5,271 bilhões, enquanto a XP esperava R$ 5,289 bilhões.

O impacto dos resultados financeiros e dos custos, no entanto, já era antecipado pelo mercado. “Do lado dos custos ela tende a sentir o impacto da situação macroeconômica mais desafiadora, juntamente com toda a questão da transição dos clientes e da infraestrutura da Oi Móvel para a TIM, pressionando as margens”, disseram analistas da Genial Investimentos, em relatório de prévia dos balanços.

A Tim, porém, conseguiu elevar a sua receita líquida em 21,8% no segundo trimestre ante igual período do ano passado, para R$ 5,368 bilhões, impulsionada pelas linhas de receita de serviços móveis, serviço físico e aparelhos.

“Esse trimestre foi marcado por uma forte performance comercial que sustentas a expansão de receita e sustenta os patamares de crescimento do Ebitda”, afirma a companhia, no relatório de balanço publicado na noite desta segunda-feira (1).

O Ebitda normalizado do segundo trimestre, por sua vez, totalizou R$ 2,436 bilhões, expansão de 16,7% em relação aos mesmos três meses do ano passado, “impulsionado pelo aumento da receita de serviços resultado de ótima performance orgânica e da chegada dos clientes da Oi”, diz a companhia.

A margem Ebitda, por sua vez, apresentou contração de 2 pontos percentuais na mesma base de comparação, para 45,4%, devido principalmente ao aumento de custos.

Compartilhe:

Compartilhe: