Ibovespa renova máxima com Vale (VALE3) e expectativa de corte da Selic

Fonte: Shutterstock/Bigc Studio

O Ibovespa encerrou a terça-feira (3) em forte alta de 1,58%, aos 185.674 pontos, renovando sua máxima histórica de fechamento e chegando a superar os 187 mil pontos ao longo do pregão. O movimento foi sustentado pela continuidade do intenso fluxo de capital estrangeiro para a Bolsa brasileira, em meio a uma rotação global de recursos e ao enfraquecimento do apetite por ativos americanos.

No exterior, as bolsas de Nova York operaram em queda, pressionadas pela paralisação parcial dos serviços públicos nos Estados Unidos, que adiou a divulgação de dados relevantes do mercado de trabalho. Esse ambiente mais adverso nos EUA acabou favorecendo os mercados emergentes, como o Brasil, que seguem se beneficiando de valuations atrativos e de perspectivas mais favoráveis para a política monetária.

No cenário doméstico, a divulgação da ata do Copom reforçou a expectativa de início do ciclo de cortes da Selic em março. O Banco Central manteve um tom cauteloso, destacando que a intensidade e a duração da flexibilização dependerão da evolução dos dados econômicos, mas sem afastar a possibilidade de um corte inicial de 0,5 ponto percentual. As apostas do mercado seguem majoritariamente nessa direção, o que impulsionou ações mais sensíveis aos juros, especialmente nos setores de varejo e logística.

Entre os destaques do pregão, as ações da Vale (VALE3) tiveram papel central na alta do índice, avançando 4,92%. Os papéis foram beneficiados tanto pelo fluxo estrangeiro quanto pela recomendação de compra reforçada pelo Itaú BBA, que revisou para cima o preço-alvo das ADRs da companhia. O bom desempenho das commodities metálicas e ajustes nas premissas de longo prazo sustentaram a valorização.

Indicadores de atividade também ficaram no radar. A produção industrial recuou 1,2% em dezembro, sinalizando alguma perda de fôlego da economia, o que tende a aliviar pressões inflacionárias e reforçar o espaço para cortes de juros ao longo de 2026. Esse equilíbrio entre desaceleração gradual da atividade e política monetária mais flexível tem sustentado o bom momento dos ativos brasileiros.

No campo corporativo, a venda da Dimensa pela Totvs (TOTS3) pressionou as ações da companhia, que recuaram 3,26% no dia. Já o Santander Brasil (SANB11) caiu 2,39%, em meio a especulações sobre uma possível reorganização societária. Em contrapartida, os papéis da Copasa (CSMG3) avançaram 4,05%, refletindo o avanço do processo de privatização e a elevação de recomendações por grandes bancos internacionais.


As listas das maiores altas e baixas da carteira do Ibovespa ficaram assim:


Altas

• Vamos (VAMO3): +7,37%

• RaiaDrogasil (RADL3): +5,99%

• Cyrela (CYRE4): +5,64%

• Vale (VALE3): +4,92%

• Bradespar (BRAP4): +4,83%


Baixas

• Cogna (COGN3): -3,56%

• Yduqs (YDUQ3): -3,38%

• Totvs (TOTS3): -3,26%

• Rede D’Or (RDOR3): -2,83%

• Santander (SANB11): -2,39%


Confira a evolução do IBOV no fechamento de hoje (03/02):

• Segunda-Feira (02): +0,79%

• Terça-Feira (03): +1,58%

• Na semana: +2,38%

• Em fevereiro: +2,38%

• No 1°tri./26: +15,24%

• Em 12 meses: +47,39%

• Em 2026: +15,24%


EUA

Os principais índices de Nova York encerraram o dia em queda:

• Dow Jones: -0,34%

• Nasdaq: -1,43%

• S&P 500: -0,84%

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