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Tesouro Direto: parcela de investidores do Nordeste aumenta e atinge novo recorde

Tesouro Direto: parcela de investidores do Nordeste aumenta e atinge novo recorde

Investidores do Sudeste ainda são maioria, mas vêm gradualmente perdendo espaço

Tesouro Direto aplicativo Brasil

Foto: Shutterstock

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O número de investidores cadastrados no Tesouro Direto, sistema que permite ao investidor comprar títulos da dívida pública, cresceu novamente em fevereiro, para 17,4 milhões, puxado principalmente por um aumento no interesse da população no Nordeste pelos ativos.

Segundo dados do Tesouro Nacional, no mês passado 16,8% dos investidores cadastrados no programa estavam na região Nordeste – um número recorde e 2,4 pontos porcentuais (pp) superior ao observado em igual período de 2021.

Quando estes dados começaram a ser divulgados, em junho de 2009, os investidores do Nordeste representavam 6,1% dos cadastros no programa.

A procura pelo Tesouro Direto também tem crescido na região Norte e no Centro-Oeste, mas não na mesma velocidade. Em fevereiro, a parcela de investidores do Norte era de 5,4%, alta de 1 pp em relação ao mesmo mês de 2021. No Centro-Oeste, o aumento foi de 0,2 pp na mesma base de comparação, para 8,7%.

Em contrapartida, a proporção de investidores do Sudeste no Tesouro Direto caiu a 54,1% em fevereiro – mínima histórica e 3,3 pp inferior ao porcentual registrado em fevereiro do ano passado. Também está bem abaixo dos 70,5% que eram observados em 2009.

A parcela de investidores do Sul também caiu, passando de 15,3% em fevereiro de 2021 para 15,0% em igual mês deste ano.

Aplicações em Tesouro Direto continuam aumentando

Em fevereiro, os investidores compraram R$ 3,19 bilhões em títulos do Tesouro e resgataram R$ 1,67 bilhão – o que significa que, em termos líquidos, foram investidos R$ 1,52 bilhão nestes papéis.

As aplicações de até R$ 1 mil representaram 62,18% das operações de investimento no mês. O valor médio por operação foi de R$ 6.448,42.

O título mais demandado pelos investidores foi o indexado à taxa Selic (Tesouro Selic) que totalizou, em vendas, R$ 1,90 bilhão e correspondeu a 59,76% do total. Este papel tem sido o mais recomendado por especialistas atualmente, por causa das incertezas relacionadas à guerra da Ucrânia e da perspectiva de que a remuneração deste título específico deve aumentar.

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Os títulos indexados à inflação (Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais) somaram R$ 918,37 milhões e corresponderam a 28,82% das vendas, enquanto os títulos prefixados (Tesouro Prefixado e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais) totalizaram R$ 364,07 milhões em vendas, ou 11,42% do total.

Nas recompras (resgates antecipados), predominaram os títulos indexados à taxa Selic, que somaram R$ 784,76 milhões (52,40%). Os títulos remunerados por índices de preços (Tesouro IPCA+, Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais e Tesouro IGPM+ com Juros Semestrais) totalizaram R$ 446,06 milhões (29,79%), os prefixados, R$ 266,78 milhões (17,81%).

Quanto ao prazo, a maior parcela de vendas se concentrou nos títulos com vencimento entre 1 e 5 anos, que alcançaram 55, 70% do total. As aplicações em títulos com vencimento acima de 10 anos representaram 12,74%, enquanto os títulos com vencimento de 5 a 10 anos corresponderam 31,55% do total.

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