Devido a reajustes de preço e aumento na base de clientes, que impulsionaram a receita, o lucro líquido da Telefônica Brasil (VIVT3), dona da marca Vivo, avançou 9,3% no terceiro trimestre, na comparação com o mesmo período do ano passado, para R$ 1,44 bilhão.
O resultado veio bem acima das expectativas dos analistas, que projetavam recuo anual no lucro da companhia. A XP Investimentos, casa mais otimista entre as consultadas pela Agência TradeMap, esperava lucro de R$ 998 milhões – 44% abaixo do reportado. O Santander, por sua vez, esperava R$ 846 milhões, enquanto o Bank of America projetava R$ 780 milhões e o BTG Pactual apostava em R$ 771 milhões.
O principal fator por trás do crescimento do lucro, segundo a Telefônica, foi a receita líquida, que subiu 10,6% contra o terceiro trimestre de 2021, para R$ 12,2 bilhões, impulsionada pela receita de serviço móvel e de aparelhos.
A receita de serviço móvel teve alta anual de 13,8%, devido principalmente aos reajustes de preço dos planos pós-pagos e do aumento na base de clientes. A receita de aparelhos, por sua vez, subiu 25,9% na mesma base de comparação, impulsionada pela venda de smartphones compatíveis com a tecnologia 5G e pela ampla oferta de acessórios.
Já a receita fixa total se manteve relativamente estável, com leve alta anual de 2,1%.
Além do crescimento de receita, a redução das despesas financeiras também contribuiu para o crescimento do lucro líquido no trimestre. Entre julho e setembro, o resultado financeiro líquido da Telefônica totalizou R$ 38 milhões em despesas, 85,3% menores do que as anotadas no mesmo período do ano passado, beneficiado pela atualização monetária de créditos fiscais.
Com o forte desempenho das operações móveis, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recorrente da Telefônica subiu 12,3% na comparação com o terceiro trimestre de 2021, para R$ 4,96 bilhões, com margem de 40,6%, o que representa expansão de 0,6 ponto percentual.
Em um tom mais negativo, os custos recorrentes também se expandiram na base anual, com aumento de 9,4%, para R$ 7,24 bilhões, impactados pela mudança no mix de receitas, com maior participação de serviços digitais e venda de aparelhos e acessórios.