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Telefônica (VIVT3): ações lideram quedas do Ibovespa após balanço mostrar lucro menor

Telefônica (VIVT3): ações lideram quedas do Ibovespa após balanço mostrar lucro menor

A companhia registrou um lucro líquido 44,6% menor na comparação com o mesmo trimestre de 2021, atingindo R$ 746 milhões.

Celular com logo da vivo ao fundo

Foto: Shutterstock

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As ações da Telefônica Brasil, a dona da Vivo, lideram as perdas do Ibovespa nesta quarta-feira (27), dia seguinte à divulgação do balanço financeiro e operacional do segundo trimestre de 2022. Perto das 11h20, os papéis da empresa perdiam 3,54%, em contraste com o principal índice da B3, que opera no positivo.

A companhia registrou um lucro líquido 44,6% menor na comparação com o mesmo trimestre de 2021, atingindo R$ 746 milhões. Os custos recorrentes da empresa contribuíram para a queda, tendo subido 12,9% no segundo trimestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado, uma taxa superior à do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortizações e depreciações) recorrente, que teve crescimento de 8,3%, para R$ 4,57 bilhões. 

Em teleconferência para apresentar os resultados na manhã desta quarta-feira (27), o CEO da empresa, Christian Gebara, ressaltou que, mesmo com o aumento dos custos, os indicadores de desempenho cresceram de forma significativa, o que trouxe um aumento na receita.

A receita operacional líquida total somou R$ 11,8 bilhões, crescimento de 11,1% ante um ano antes. A receita com o negócio de serviços móveis (como telefonia móvel) somou R$ 8,11 bilhões no segundo trimestre, um crescimento de 16% em comparação com o segundo trimestre do ano passado. A receita de serviços fixos (como internet residencial), por sua vez, atingiu R$ 2,7 bilhões, alta de 10,8% em relação a igual intervalo de 2021.

“Esse crescimento ocorre num ambiente macroeconômico desafiador”, afirmou o CEO da companhia, em referência ao contexto de inflação e juros mais altos no país.

Outro destaque positivo, na visão dos executivos, foi o nível do churn (perda de clientes) do pós-pago, que atingiu 1,1%, o menor percentual da história da companhia.

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Proventos aos acionistas

A dona da Vivo anunciou que pagará, entre dividendos e JCP (juros sobre o capital próprio), um total de R$ 3,1 bilhões para os acionistas. Somado a isso, serão mais R$ 300 milhões de recompra de ações que trarão R$ 3,4 bilhões para os investidores.

A companhia também informou o pagamento de dividendos complementares em relação ao ano de 2021 no valor de R$ 3,5 bilhões, que serão pagos até o dia 18 de outubro de 2022. A Vivo já havia pago R$ 2,7 bilhões no dia 19 de julho deste ano, referentes ao mesmo período.

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