Diferentemente do registrado por muitas companhias, a SulAmérica (SULA11) se beneficiou do aumento da taxa Selic, com ativos indexados à taxa performando melhor, e teve resultado financeiro (saldo de despesas e receitas financeiras) de R$ 194,5 milhões no segundo trimestre, alta de 463,3% contra o mesmo período do ano passado.
Com esse empurrãozinho, fruto também de uma alíquota positiva de imposto de renda e contribuição social, o lucro líquido da companhia saltou 373,3% na mesma base de comparação, encerrando o trimestre a R$ 138,9 milhões, quase cinco vezes o montante anotado em igual período do ano passado.
As receitas operacionais tiveram crescimento de 8,3% no trimestre, para R$ 5,637 bilhões, impulsionadas principalmente pelo desempenho dos segmentos de saúde e odonto e vida e acidente pessoal.
O Ebitda, por sua vez, saiu de R$ 15,1 milhões no segundo trimestre de 2021 para R$ 118,4 negativos nos mesmos três meses deste ano. Enquanto isso, o retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) recuou 18,8 pontos percentuais, para 5,1%.
Na frente operacional, a companhia destaca a adição de 408 mil vidas em planos de saúde e odonto, fechando o trimestre em 4,7 milhões.
No segmento de vida, a SulAmérica chama atenção para o crescimento das receitas, de 18,1%, para R$ 160 milhões, e de sinistralidade, e para a queda de 46 pontos percentuais acima do segundo trimestre de 2021, a 44,6%, reflexo da melhora da pandemia.
O segmento de saúde e odonto, por sua vez, registrou expansão de 8,5% na receita, para R$ 5,195 bilhões, mas com aumento de 4 p.p. na sinistralidade, terminando o trimestre em 89,7%.
No consolidado, a sinistralidade foi de 88,4% no trimestre, avanço de 2,6 pontos percentuais, reflexo do aumento de procedimentos eletivos e dos efeitos da Covid-19 no segmento de seguro saúde.