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Selic em alta: número de investidores em renda fixa sobe 17% em um ano

Selic em alta: número de investidores em renda fixa sobe 17% em um ano

Levantamento da B3 mostra que valor de custódia no segmento foi a R$ 1,1 trilhão; renda variável também sobe

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De olho no aumento da rentabilidade com a escalada dos juros pelo Banco Central, o número de investidores em renda fixa cresceu 17% nos últimos 12 meses, totalizando 10,4 milhões de CPFs, segundo dados da B3 divulgados nesta sexta-feira (13).

O levantamento também mostrou que o valor de custódia desse segmento seguiu o fluxo de alta, subindo para R$ 1,182 trilhão, um aumento de 38%.

A quantidade de investidores do Tesouro Direto cresceu 28%, entre abril de 2021 e março de 2022, de 1,5 milhão para 1,9 milhão de CPFs, e o valor em custódia subiu 27%, de R$ 65,4 bilhões para R$ 83,2 bilhões. Ao mesmo tempo, o saldo médio investido caiu 13%, para R$ 2.300.

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Já no caso dos CDBs (Certificados de Depósitos Bancários) houve um incremento de 20% na quantidade de CPFs (atualmente são 7,3 milhões de pessoas) entre dezembro de 2020 e março deste ano. O volume investido saltou 16,6%, para R$ 513,8 bilhões.

O maior interesse dos investidores na renda fixa acompanha a elevação da Selic pelo Banco Central do ano passado para cá, na tentativa de controlar a disparada da inflação, que persiste acima dos dois dígitos em 12 meses.

O atual ciclo teve início em março de 2021, com a elevação de 2% — o patamar mais baixo da história — para 12,75% ao ano.  Apesar de admitir que está próximo do fim do ciclo, a autoridade monetária não deixou claro até onde está disposta a elevar a taxa.

Não por acaso, o investimento em LTFs (Letras Financeiras do Tesouro, também conhecidas como Tesouro Selic), papéis indexados à taxa básica de juros, foi responsável por 30% dos aportes no Tesouro Direto, atingindo o patamar pré-pandemia da Covid-19.

Renda variável também cresce

O interesse na renda variável também aumentou entre abril de 2021 e março deste ano, indicando maior busca de diversificação pelos investidores.

Conforme o levantamento da B3, a quantidade de CPFs que aplicam em renda variável cresceu 44%, significando a entrada de 1,3 milhão de novos investidores (o número total atualmente chega a 4,3 milhões de CPFs).

Boa parte desse resultado se deve ao crescimento de BDRs (recibos de ações estrangeiras negociados na B3) e ETFs (fundos de índice). A B3 recebeu, em 12 meses, 1,2 milhão de novos investidores em BDRs. Isso representou um salto de 532% na quantidade de investidores do produto, que agora contabiliza 1,4 milhão de CPFs.

No mesmo período, que vai de abril de 2021 a março de 2022, o valor em custódia desses ativos subiu 76%, para R$ 7,6 bilhões, enquanto o saldo médio investido em BDRs caiu de R$ 1.893 para R$ 95.

Essa tendência de diversificação internacional do investidor de renda variável também se refletiu nos ETFs, fundos de investimento cujas carteiras espelham a composição de algum índice de referência. Esses fundos registraram alta de 78% em 12 meses, atingindo 529 mil CPFs, com aumento de 32% no valor custodiado, para R$ 10,4 bilhões.

Os aportes em ações e fundos imobiliários (FIIs) também tiveram dados positivos, a despeito da tendência de fuga desses ativos em momentos de alta dos juros.

Ações e FIIs

O número de investidores em ações cresceu 19%, passando de 2,6 milhões para 3,1 milhões de CPFs. Em paralelo, houve queda no saldo mediano em custódia, de R$ 7 mil para R$ 4 mil.

Já nos FIIs, a quantidade de CPFs registrou elevação de 24%, de 1,3 milhão para 1,6 milhão de pessoas, e o valor em custódia cresceu 13%, para R$ 133 bilhões. As pessoas físicas respondem por 74% do volume investido.

“A diversificação dos investimentos tem se intensificado, mesmo durante esse ciclo de alta da taxa de juros. Por isso, estamos trazendo para o mercado mais dados, com uma visão integrada de renda fixa e renda variável, nos mais diversos produtos financeiros”, afirma Felipe Paiva, diretor de Relacionamento com Clientes e Pessoa Física da B3, no material de divulgação do estudo.

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