Santander (SANB11) recua após resultado do 2T26 vir abaixo do esperado 

Fonte: Shutterstock/Karolis Kavolelis

As ações do Santander Brasil (SANB11) recuam 7,37% no pregão desta quarta-feira (29), na sequência da divulgação do balanço do segundo trimestre de 2026. O lucro líquido gerencial recorrente somou R$ 3,0 bilhões, queda de 17,6% em doze meses e de 20,4% frente ao primeiro trimestre, resultado abaixo do esperado pelo mercado. 

O ROE encerrou o período em 12,5%, com recuo de 3,8 pontos percentuais na comparação anual e de 3,4 pontos percentuais frente ao trimestre anterior. Com a Selic em 14,25%, o banco passou a operar com rentabilidade abaixo do custo de capital. 

O mercado já projetava um resultado fraco, com foco na evolução do crédito, na qualidade dos ativos e no custo de risco. A matriz espanhola havia antecipado a tendência: o Grupo Santander reportou lucro líquido consolidado de R$ 3,6 bilhões para a operação no Brasil, queda de 3% no trimestre e alta de 3% no ano. 

A receita total somou R$ 20,7 bilhões, alta de 0,4% em doze meses e queda de 2,7% no trimestre. A margem financeira bruta foi de R$ 15,3 bilhões, recuo de 3,0% na base trimestral e de 0,4% na anual. A margem com clientes ficou em R$ 16,058 bilhões, queda de 0,4% no ano e de 3,2% no trimestre, enquanto a margem com mercado caiu 1,7% no ano e 7,0% no trimestre. 

A provisão para devedores duvidosos (PDD) somou R$ 7,6 bilhões, avanço de 20,6% no trimestre e de 11,5% no ano, um dos principais destaques negativos do balanço. 

Para o JP Morgan, a maior decepção do trimestre veio da margem financeira, sobretudo da margem com clientes, indicador de referência para as projeções de lucro futuro. O banco avaliou que a intensidade da compressão dos spreads não teve justificativa clara. 

O Santander atribuiu o movimento à mudança no perfil da carteira de crédito e à menor exposição a clientes de renda mais baixa. Para o JP Morgan, a explicação é insuficiente: uma queda de spread de 40 pontos-base não se sustentaria apenas com base em uma estratégia de redução de risco adotada há anos pela instituição. 

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