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Raia Drogasil (RADL3) tem margens pressionadas pela inflação, mas espera melhora em 2022

Raia Drogasil (RADL3) tem margens pressionadas pela inflação, mas espera melhora em 2022

No quarto trimestre, a margem Ebitda da Raia Drogasil foi de 6,5%, uma queda de 0,8 ponto percentual em um ano

Fachada de farmácia da Droga Raia, com logo da empresa

Foto: divulgação

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A Raia Drogasil, uma das principais redes de farmácias do Brasil, não ficou imune ao processo inflacionário vivido pelo Brasil em 2021, quando a inflação medida pelo IPCA superou a casa dos 10%, algo que não acontecia desde 2015.

Em teleconferência com analistas nesta quarta-feira (23), para comentar os resultados do quarto trimestre, a empresa disse que o efeito do avanço dos preços foi “pequeno” ao longo de 2021, mas “muito relevante” no período entre outubro e dezembro.

A companhia, que sofre com a inflação pelo lado dos custos do negócio, se vê induzida a ter uma margem de lucro menor quando passa por um aumento de suas despesas, caso não consiga simplesmente repassar o aumento ao consumidor.

A Raia Drogasil, porém, não conseguiu repassar completamente. Na média do ano, a companhia aumentou os preços em 7,5%, enquanto o IPCA, em 2021, subiu 10%.

É possível verificar o impacto da inflação no negócio da empresa ao analisar a margem Ebitda, que calcula a representatividade do lucro operacional da companhia em relação à receita bruta. Ou seja, o quanto a empresa ganha com as vendas.

No quarto trimestre, a margem Ebitda da Raia Drogasil foi de 6,5%, uma queda de 0,8 ponto percentual em relação ao nível verificado em igual período do ano anterior.

As despesas gerais e administrativas, por sua vez, passaram a representar 3,5% da receita no quarto trimestre de 2021, acima dos 3% registrados em igual período de 2020.

Na teleconferência, o vice-presidente da Raia Drogasil, Eugenio De Zagottis, explicou que o setor passou por momentos distintos em cada semestre do ano.

No primeiro semestre, os preços de medicamentos regulados pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) subiram mais que a inflação geral, o que é positivo para as farmácias, mas o cenário se inverteu no segundo semestre, pressionando as margens.

Para 2022, porém, o executivo acredita que deve haver uma melhora, com uma “provável recomposição inflacionária”.

Enquanto a empresa trabalha com uma estimativa de aumento médio de 8,6% para o IPCA, a expectativa para os preços regulados de medicamentos é de avanço de 10,4%.

Para ele, haverá uma pressão transitória de margem que vai se arrastar até o primeiro trimestre de 2022. A partir do segundo trimestre, porém, a empresa deve voltar a navegar em margens normais, espera o executivo.

 

Expansão Digital

Enquanto tenta retomar a normalidade das margens, a Raia Drogasil segue apostando na digitalização do seu negócio, para ampliar as vendas pela internet, que representam 9,2% do total no quarto trimestre, acima dos 6,4% de igual período do ano anterior.

Fonte: Raia Drogasil

É importante destacar o papel das farmácias nessas vendas, uma vez que 89% das transações dos canais digitais do quarto trimestre de 2021 foram atendidas pelas lojas físicas. O Compre & Retire representou 49% das vendas digitais, enquanto as entregas de vizinhança representaram 11% do total, o que demonstra o poder da capilaridade e da conveniência das farmácias da Raia Drogasil.

Por fim, entregas motorizadas a partir de lojas estavam disponíveis em 419 cidades no fim do trimestre, representando 86% dos municípios em que a Raia Drogasil possui farmácias.

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Quando observamos as recomendações de mercado, as casas de análise estão divididas entre compra e neutro, segundo levantamento disponível na plataforma do TradeMap, com base em informações colhidas pelo Refinitiv. Das 14 casas de análises, sete recomendam compra e seis recomendam neutro. A mediana do preço-alvo é de R$ 28,00, um potencial upside de 23,35%.

Fonte: TradeMap

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