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Raia Drogasil (RADL3): Digitalização impulsiona receita e lucro sobe 48% no 2º trimestre

Raia Drogasil (RADL3): Digitalização impulsiona receita e lucro sobe 48% no 2º trimestre

Resultados também se beneficiaram do aumento de doenças respiratórias e de testes de Covid-19

Foto de placa da Droga Raia

Foto: Shutterstock

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Com as receitas impulsionadas pela digitalização e um empurrãozinho adicional de testes de Covid-19, a Raia Drogasil (RADL3) encerrou o segundo trimestre com lucro líquido ajustado de R$ 343,7 milhões, crescimento de 48,2% na comparação com o registrado no mesmo período do ano passado.

As vendas digitais da companhia tiveram expansão de 46,9% no trimestre, para R$ 764 milhões, correspondendo a 10,5% das vendas no varejo. Alavancada pela digitalização do relacionamento com os clientes, a receita bruta encerrou o período a R$ 7,641 bilhões, expansão anual de 22,3%.

“Essa digitalização do relacionamento com os clientes é essencial para a nossa estratégia de longo prazo”, afirmou a companhia, no relatório que acompanha o balanço. “Os clientes que utilizam os nossos canais digitais passam a ter maior fidelidade, engajamento e frequência de compra, passando a gastar, em média, de 20% a 25% a mais em comparação ao que gastavam anteriormente, tornando-se um vetor fundamental de criação de valor.”

Outro ponto que ajudou a receita, segundo a Raia, foi a forte incidência de doenças respiratórias, fator atenuado pelo uso de máscaras no segundo trimestre de 2021, e a testagem de Covid-19, incluindo testes realizados nas farmácias e a venda de autotestes.

Para o lucro, outro fator determinante foi o ganho inflacionário sobre os estoques decorrente do reajuste de preços de 10,9% dos medicamentos autorizado pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) no final de março.

Esse impulso já era esperado pelo mercado. “A RD deve reportar fortes resultados no segundo trimestre, com forte crescimento de receita e melhora de rentabilidade, por conta de reajustes de preços do setor”, escreveram analistas da XP Investimentos, em relatório de prévia dos resultados.

O lucro líquido reportado, no entanto, superou as estimativas de analistas: a XP projetava R$ 265 milhões, o Itaú BBA, R$ 274 milhões, e o Santander, R$ 256 milhões.

O Ebitda ajustado foi de R$ 727,5 milhões, crescimento de 46,3% contra o segundo trimestre de 2021, com margem de 9,5%, expansão de 1,5 ponto percentual.

A companhia também afirma que encerrou o período com 14,4% de participação no mercado nacional, aumento de 0,4 ponto percentual. O total de farmácias em operação no fim do trimestre era de 2.581, com 64 unidades abertas entre abril e junho.

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