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Qualicorp (QUAL3) vê receita e lucro caírem e dívida aumentar no 1º trimestre; veja balanço

Qualicorp (QUAL3) vê receita e lucro caírem e dívida aumentar no 1º trimestre; veja balanço

A empresa reportou um lucro atribuído aos acionistas controladores de R$ 74,1 milhões de janeiro a março de 2022, queda de 35,3%

Foto de fachada de prédio da Qualicorp, com foco no logo

Foto: Shutterstock

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A Qualicorp, empresa ligada à prestação de serviços e gestão de benefícios de assistência à saúde, divulgou seus números do primeiro trimestre de 2022, e viu seu lucro e receita caírem no período, ao mesmo tempo em que viu sua dívida aumentar.

A Qualicorp reportou um lucro atribuído aos acionistas controladores de R$ 74,1 milhões de janeiro a março de 2022, o que representa uma queda de 35,3% em relação ao mesmo período um ano antes. Já a receita recuou 3,7% no mesmo comparativo, e chegou a R$ 502,2 milhões.

O Ebitda (o lucro antes dos juros, impostos, amortização e depreciação) ficou em R$ 252,8 milhões no primeiro trimestre de 2022, sendo 9,2% menor que no primeiro trimestre de 2021.

Segundo a Qualicorp, o lucro caiu acompanhado da queda no Ebitda e por maiores amortizações e despesas financeiras no período.

A dívida líquida mais do que dobrou no período, passando de R$ 603,5 milhões no ano passado para R$ 1,4 bilhão neste ano, um crescimento de 133,2%. “O aumento do endividamento no comparativo se deve à menor geração de caixa livre, ao pagamento de aquisições, recompras de ações e distribuição de dividendos”, comentou a Qualicorp.

A empresa, porém, pretende gerenciar este risco trocando a dívida com vencimento no curto prazo por financiamentos com mais tempo para pagar.

Em comunicado, a Qualicorp disse que pretende captar aproximadamente R$ 1,7 bilhão em títulos de longo prazo, justamente para fazer esta rolagem de dívida.

Após enfrentar dois anos atípicos para reajustes de preços, com suspensão de reajuste pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) em 2020 e acúmulo de dois reajustes anuais mais recomposição em 2021, a expectativa da companhia é normalizar os cancelamentos de planos de saúde para níveis mais próximos de patamares históricos.

“É importante destacar que negociações com operadoras de planos de saúde até o momento estão apontando para níveis de reajuste de preços mais altos que os inicialmente esperados para este ano, o que consequentemente pode impactar nosso churn (métrica que indica o número de clientes que cancelam em determinado período de tempo)”, destacou a companhia.

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