Com a alta do preço do petróleo no mercado internacional e a redução do custo de produção, a Prio (PRIO3) surpreendeu o mercado ao apresentar lucro líquido de US$ 189,8 milhões no quarto trimestre, alta de 19% em relação a igual período do ano anterior.
O resultado superou a expectativa de analistas da XP Investimentos e do BTG Pactual, que esperavam ganhos de US$ 57 milhões e US$ 169 milhões, respectivamente.
Quem mais se aproximou foram os analistas do Santander, que divulgaram a projeção em reais, de R$ 1 bilhão, o equivalente a US$ 186 milhões, em conversão que considera a taxa de câmbio média divulgada pela própria Prio para o quarto trimestre.
Em todo o ano passado, a Prio teve lucro líquido de US$ 711 milhões, praticamente o triplo do anotado em 2021, com aumento de 193%.
No quarto trimestre, a empresa se beneficiou principalmente do aumento da cotação do barril de petróleo Brent no mercado internacional, que teve uma média no período de US$ 88,63, alta de 11,3% ante o nível médio dos últimos três meses de 2021.
Preço médio do barril vendido pela Prio aumenta no 4º trimestre
De outubro a dezembro, a Prio vendeu 2,3 milhões de barris, com preço médio bruto de venda de US$ 100,12, número 35% superior ao anotado em 2021.
Apesar dos preços maiores, a receita total da Prio caiu 42% no quarto trimestre ante igual período do ano anterior, para US$ 184,5 milhões, em razão do menor volume comercializado.
“Tendo em vista o expressivo crescimento do custo de frete marítimo gerado principalmente pelo redesenho dos fluxos de comercialização de óleo russo, a companhia decidiu vender um volume significativamente inferior à sua produção no trimestre”, disse a empresa.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) da Prio também teve queda, de 23%, no quarto trimestre ante igual período do ano anterior, para US$ 168,7 milhões.
Por outro lado, a margem Ebitda teve um salto para 97% no quarto trimestre, 28 pontos percentuais acima do nível verificado nos últimos três meses do ano anterior.
O avanço da margem é explicado em parte pela redução do custo de extração, o chamado lifting cost, que ficou em US$ 8,6 por barril, baixa de 27% em relação a igual trimestre de 2021 e o menor da história da companhia.