A Prio (PRIO3) está numa posição única no mercado brasileiro, com forte curva de crescimento da produção, espaço para corte de custos e bem capitalizada, o que vai permitir que a companhia aproveite as oportunidades, de acordo com o BTG Pactual.
O banco chegou a essa avaliação após participar de evento com investidores promovido pela Prio na segunda-feira (17). Na ocasião, a petrolífera reiterou que o seu foco principal está na revitalização dos campos de Frade e Albacora Leste, além do plano de desenvolvimento de Wahoo.
Segundo relatório divulgado nesta terça (18), assinado pelos analistas Pedro Soares e Thiago Duarte, a estratégia da companhia continua em linha com o divulgado anteriormente. Ou seja, adquirir ativos com pouco ou nenhum risco exploratório e de grande potencial para melhorar o fator de recuperação dos campos.
De acordo com eles, é altamente provável que a Prio participe de futura rodada de licitação de concessões da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) e que inicie projetos do zero.
Em relação à volatilidade do preço do petróleo, a companhia afirmou, segundo o BTG, – que o melhor hedge é reduzir os custos de extração, que em breve deve estar em um dígito. No segundo trimestre deste ano, esse patamar estava em US$ 11,1 por barril.
“Isso soa como música para os investidores. É um forte testemunho de que a empresa está muito focada em tornar-se um dos players mais competitivos do setor, apesar de seus muitos projetos em andamento”, destacou o banco.
Além disso, considerando o preço do petróleo a US$ 80 por barril em 2023, a empresa espera uma geração de fluxo de caixa livre de US$ 1 bilhão, excluindo o capex, informou a instituição.
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Sobre o programa de recompra de ações lançado recentemente pela Prio, que levantou dúvidas no mercado sobre a alocação de capital da companhia nos próximos trimestres, os analistas afirmaram que a principal diretriz da administração será continuar a aplicar os recursos em projetos que ofereçam TIR (taxa de retorno) de pelo menos 20%.
Por volta de 13h30, o papel ordinário da companhia subia 1,31%, negociado a R$ 31,76.