Por que Engie (EGIE3) deve se sair melhor que Auren (AURE3) e AES Brasil (AESB3), segundo Itaú BBA

Banco prevê queda no preço das tarifas com a diminuição da demanda e da queda da geração hidrelétrica

Foto: Shutterstock/biDaala studio

Prevendo redução na demanda por energia, preços menores e menos geração hidrelétrica em 2023, o Itaú BBA rebaixou a recomendação para os papéis da Auren (AURE3) e AES Brasil (AESB3) e manteve da Engie Brasil (EGIE3) para o fim deste ano.

Em relatório divulgado nesta terça-feira (10), os analistas Marcelo Sá, Fillipe Andrade, Luiza Candiota e Karoline Correia levaram em consideração para análise os dados da Dcide – uma plataforma que concentra informações sobre o setor de energia elétrica.

Segundo eles, os dados da plataforma mostram que o preço do MWh (megawatt-hora) deve cair para R$ 89 em junho deste ano, ante R$ 183 no mesmo período do ano passado. Também são esperadas redução nos preços da energia para os próximos anos, apesar de em menor intensidade.

O que diz o banco sobre cada uma das empresas

Diante disso, o Itaú BBA rebaixou a recomendação da AES Brasil para underperform, quando se espera que o desempenho seja abaixo do esperado. A previsão do banco é que os papéis da companhia encerrem esse ano a R$ 9,20 – uma queda de 1,3% em comparação ao fechamento da véspera.

Para o banco, a empresa “é a mais sensível às mudanças nos preços de energia” e deve enfrentar grandes desafios nos próximos meses diante da sua alta alavancagem, já que a taxa de juros deve ficar acima de dois dígitos.

“Prevemos baixo pagamentos de dividendos para 2023 e 2024, mas esperamos que o fluxo de caixa melhore substancialmente a partir de 2025, com a entrada em operação dos empreendimentos em construção”, explicam os analistas

No caso da Auren, a recomendação foi rebaixada para market perform, que é a expectativa de o preço seguir em linha com o esperado pelo mercado. O preço-alvo para o fim deste ano é R$ 15,70, valor 9,5% acima do encerramento desta segunda-feira (9).

“Acreditamos que os investidores podem ficar mais positivos se a empresa anunciar fortes dividendos, já que as perspectivas de crescimento parecem pouco inspiradoras”, diz o Banco.

Já a Engie, que é uma das maiores geradoras de energia do país, o Itaú BBA manteve a recomendação em outperform, com expectativa de o preço do papel chegar a R$ 46,10 no fim de 2023, valor 22% acima do valor de ontem.

De acordo com os analistas, entre as três empresas analisadas, a Engie é a que deve sofrer menos a mudança nos preços, já que a empresa possui exposição a outros negócios.

“Acreditamos que 2023 será um ano marcante para a Engie, com forte crescimento do lucro por ação devido ao início dos projetos, menores despesas financeiras de concessões a pagar e o anúncio de dividendos muito maiores, atingindo um rendimento de dividendos de 12%”.

Diante da falta de força do Ibovespa na manhã desta terça-feira, os papéis das três companhias operam com queda. Por volta das 12h50, a Auren tinha retração de 1,67%, enquanto Engie caia 1,62% e AES Brasil perdia 0,22%, segundo dados disponíveis na plataforma TradeMap.

Compartilhe:

Leia também:

Destaques econômicos – 02 de abril

Nesta quarta (02), o calendário econômico apresenta importantes atualizações que podem influenciar os mercados. Confira os principais eventos e suas possíveis repercussões:   04:00 –

Mais lidas da semana

Uma newsletter quinzenal e gratuita que te atualiza em 5 minutos sobre as principais notícias do mercado financeiro.