PetroReconcavo (RECV3) lucra R$ 401 milhões após receita triplicar no 1º trimestre

Resultado do primeiro trimestre foi impulsionado pelo aumento de produção e valorização do barril de petróleo no mercado global

Foto: Shutterstock

A PetroReconcavo (RECV3) registrou lucro líquido de R$ 401,8 milhões no primeiro trimestre, diante do aumento da produção de petróleo e gás e da disparada do preço destas commodities no mercado internacional, segundo balanço divulgado antes da abertura do mercado desta sexta-feira (6).

O resultado é o oposto do que a companhia havia registrado nos primeiros três meses de 2021 – um prejuízo de R$ 12,8 milhões.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 414,7 milhões no primeiro trimestre deste ano, o triplo do registrado um ano antes, enquanto a receita líquida cresceu 2,8 vezes na mesma base de comparação, saindo de R$ 245,8 milhões para R$ 703,4 milhões.

Em comunicado aos acionistas, a PetroReconcavo afirmou que o desempenho é reflexo da conclusão das aquisições dos Polos Miranga e Remanso, do crescimento da produção em áreas que já eram operadas pela companhia e de seu posicionamento no novo mercado do gás natural.

“Ao somarmos Miranga a um portfólio de ativos que já vinha demonstrando incrementos significativos na produção de gás, especialmente no Polo Riacho da Forquilha, conseguimos nos posicionar como a mais relevante operadora  independente no que tange à produção de gás natural no Nordeste”, informou. 

A produção da PetroReconcavo atingiu 19.455 barris de óleo equivalente por dia (boed), alta de 68% em comparação ao primeiro trimestre de 2021 (11.597 barris). A empresa também destacou o avanço na exploração de gás, que atualmente conta com 1/3 da produção total e da receita bruta.

Produção da PetroReconcavo por mês

Fonte: PetroReconcavo

Além do aumento da produção, o resultado da PetroReconcavo segue a valorização do barril de petróleo no mercado internacional.

O barril do tipo Brent, usado como referência de preço no mercado mundial, chegou a ser cotado a quase US$ 140 em março – o maior valor desde a crise global de 2008.

O movimento de alta foi reflexo da invasão da Ucrânia pela Rússia, um dos maiores exportadores mundiais de petróleo. O país sofreu diversas sanções econômicas depois que invadiu o território ucraniano, e havia receios de que isso pudesse evoluir para um embargo internacional ao petróleo russo.

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