A perspectiva de que a demanda mundial por petróleo vai atingir um nível recorde em 2023 faz os preços da commodity operarem em alta nesta quarta-feira (18).
Por volta das 10h25, o preço do petróleo tipo Brent negociado no mercado futuro da ICE subia 1,4%, a US$ 87,15 por barril, voltando a um patamar visto pela última vez em novembro do ano passado.
Em um relatório mensal, a AIE (Agência Internacional de Energia) afirmou que a demanda global por petróleo deve crescer em 2023 em 1,9 milhão de bpd (barris por dia), para 101,7 milhões de bpd, o maior nível já registrado.
O órgão acredita que a recuperação da demanda será mais lenta no primeiro semestre e que, ao longo desse período, é provável que os estoques de petróleo continuem aumentando. Na segunda metade do ano, porém, o cenário pode ser outro, segundo a AIE.
“Duas incógnitas dominam a perspectiva para o mercado de petróleo em 2023: Rússia e China”, disse a AIE, acrescentando que, se a procura por petróleo crescer conforme o previsto, a relação entre a oferta e a demanda deve ficar mais equilibrada, “conforme a oferta de petróleo da Rússia desacelerar por causa das sanções”.
China deve responder por metade do crescimento da demanda de petróleo
A AIE também prevê que a China deve responder por metade do crescimento previsto para a demanda mundial por petróleo neste ano, “mesmo que a forma e a velocidade da reabertura econômica continuem incertas”.
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E não é só a agência que aposta as fichas na demanda chinesa para equilibrar o mercado de petróleo. Na terça-feira (17), a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) também disse esperar forte expansão na demanda da China pela commodity.
Mas a corretora e consultoria de commodities Zaner alerta, em relatório, que o apetite chinês provavelmente será saciado pelo petróleo vindo da Rússia, o que pode mitigar o efeito da recuperação na demanda sobre os preços da commodity.