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Petrobras (PETR4): Venda de refinarias reduz percepção de risco e pode levar a reavaliação das ações, diz BTG

Petrobras (PETR4): Venda de refinarias reduz percepção de risco e pode levar a reavaliação das ações, diz BTG

Apesar disso, o BTG Pactual enxerga alguns riscos com esse movimento. Leia a a matéria e saiba quais são eles

Bandeira com o logo da Petrobras

Foto: Shutterstock

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A retomada do processo de venda de refinarias anunciado na noite de segunda-feira (27) pela Petrobras (PETR4; PETR3) é vista como benéfico pelo BTG Pactual e pode causar uma reavaliação dos papéis, chegando a “permitir que a ação seja negociada mais em linha com os pares globais”.

Em relatório publicado nesta terça-feira (28), o banco afirmou que a iniciativa da petrolífera de vender 50% da capacidade de refino é “vital para reduzir estruturalmente a percepção de risco no caso de investimento”.

Juntas, as refinarias Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco, Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, e Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul, possuem uma capacidade nacional do refino de 23%.

A Repar possui capacidade para processar 208 mil barris de petróleo por dia, o que representa 9% da capacidade de refino do Brasil. Junto com ela, também serão vendidos 476 quilômetros de oleodutos e cinco terminais de armazenagem.

A Refap tem a mesma capacidade de processamento de petróleo que a Repar (208 mil barris por dia), e será vendida com ativos logísticos – 260 quilômetros de oleodutos e dois terminais.

A Rnest é a refinaria com a menor capacidade – pode processar 130 mil barris de petróleo por dia, o que representa 5% da capacidade nacional de refino.

“O fato de a administração continuar comprometida com a retomada da venda de ativos é positivo, especialmente porque essas três refinarias e a Refinaria Gabriel Passos (Regap), que está em fase de proposta vinculante, correspondem a 30% da capacidade de refino do Brasil e 64% do plano original de desinvestimentos”, argumentam os analistas Pedro Soares e Thiago Duarte.

Contudo, os analistas enxergam com algum ceticismo o movimento. Primeiro, eles argumentam que esses processos são muito longos, e cita o caso da venda da Refinaria Landulpho Alves (Rlam), que demorou mais de 21 meses para ser vendida desde que foi colocada à venda.

A compra desse campo foi concluída em dezembro do ano passado e rendeu US$ 1,8 bilhão à estatal. A refinaria foi adquirida pela MC Brazil Downstream, empresa do grupo Mubadala Capital.

Outro ponto que preocupa o BTG, é a incerteza macroeconômica e política sobre os preços domésticos dos combustíveis, que podem “reduzir massivamente” o interesse pelos ativos, “pois poderá colocar potenciais compradores em uma posição de risco”.

Por volta de 15h50, as ações preferenciais da estatal operavam em alta de 0,93%, a R$ 28,24, enquanto os papéis ordinários subiam 1,43%, negociados a R$ 31,30

 

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