Petrobras (PETR4): para UBS BB, pré-sal deve representar quase 90% da produção total até 2026

Expectativa é que, até 2026, a produção total da estatal alcance 2,6 mi de barris de petróleo após a entrada em operação de 15 novos FPSOs

Foto: Shutterstock/Donatas Dabravolskas

O pré-sal deve ser o principal gatilho de crescimento da Petrobras (PETR4; PETR3) até 2026, representando quase 90% da produção total, encabeçado pelo campo de Búzios, que deve responder por 37% da produção do pré-sal no período, segundo relatório do UBS BB desta segunda-feira (24).

“Esperamos que o pré-sal se torne ainda mais relevante até 2026, aumentando sua representatividade de 77% da produção total de petróleo em 2022 para 89%, seguindo a entrada de várias unidades produtoras”, explica os analistas Luiz Carvalho, Matheus Enfeldt e Tasso Vasconcellos.

A expectativa é que, até 2026, a produção total da estatal alcance 2,6 milhões de barris de petróleo por dia após a entrada em operação de 15 novos FPSOs (navio plataforma que pode armazenar e transferir petróleo e gás).

Deste total, de acordo com o plano estratégico da estatal para 2022-2026, 12 estão localizados no pré-sal, sendo seis em Búzios, quatro em Mero, um em Itapu e um em Jubarte. No pós-sal, por sua vez, serão três FPSOs, com dois em Marlim e um em Sergipe-Alagoas.

Atualmente, o campo mais importante da Petrobras é Tupi, no Rio de Janeiro, que representa cerca de 30% da produção total. Esse posto, porém, será ultrapassado por Búzios, que atualmente responde por 25%.

A partir de 2026, na visão do UBS BB, Tupi passará a ser o segundo maior campo de produção, com 17%, seguido por Mero, que deve alcançar 10% da produção total.

Por outro lado, os analistas ressaltam que as unidades menos representativas da Petrobras, tanto no pré-sal, pós-sal e outros, já devem ter ultrapassado o pico de produção, passando naturalmente por uma taxa de declínio anual.

Para o UBS BB, essa queda deve ser de 8% e 10% no pré-sal e pós-sal, respectivamente. No caso dos novos FPSOs, o banco projeta um fluxo inicial de produção de 20 mil barris de petróleo por dia.

Em termos de novas unidades produtoras, existe apenas uma programada para 2022 (FPSO Guanabara), com previsão de ramp-up em 2023. Com isso, os analistas estimam que a produção da Petrobras deve ficar ligeiramente abaixo da projeção para 2023-2026, que deve ser de 2,2 milhões de barris em 2023, 2,4 milhões de barris em 2024 e 2,5 milhões de barris em 2025.

O UBS BB possui recomendação de compra para a Petrobras, com preço-alvo de R$ 47 tanto para a ação ordinária quanto preferencial.

Por volta de 11h45, o papel preferencial operava em baixa de 5,97%, a R$ 35,33, enquanto o ordinário caia 6,52%, negociado a R$ 38,85.

Essa baixa nas ações pode ser explica por dois motivos. O primeiro é a expectativa do mercado em relação ao relatório de produção e vendas da estatal, referente ao terceiro trimestre do ano, que será divulgado após o fechamento.

Outro ponto importante tanto quanto os dados operacionais da Petrobras, é o risco político, já que no próximo domingo (30) acontece o segundo turno das eleições presidenciais.

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