A decisão do presidente da Petrobras (PETR4), Jean Paul Prates, de indicar dois novos nomes para a diretoria executiva da empresa não surpreendeu em nada o mercado, mas pode ter efeito sobre a distribuição de dividendos da empresa. A avaliação é do banco BTG Pactual.
Na última sexta-feira (17), a Petrobras indicou Sergio Caetano Leite como novo CFO (diretor financeiro) da companhia, e Clarice Coppetti para a diretoria de relacionamento institucional e sustentabilidade.
Segundo a Petrobras, as indicações ainda serão submetidas aos procedimentos internos de governança corporativa para então serem encaminhados ao comitê de pessoas e ao conselho de administração.
Em relatório, o BTG Pactual disse que Rodrigo Araujo, atual CFO da Petrobras, é um dos maiores apoiadores da política de dividendos adotada pela companhia desde 2021, e que sua saída da empresa pode significar mudanças mais ágeis na forma como a estatal distribui o lucro aos acionistas.
“Dependendo de quão rápido os novos nomes forem aprovados, a chance de outro pagamento nos próximos resultados (que serão divulgados em 1 de março) pode diminuir”, afirmou o banco. “No entanto, achamos que a empresa deve pagar, seguindo sua atual política de dividendos, já que um pagamento menor ou nenhum pagamento poderiam ser vistos pelo mercado como um sinal de mudança”, acrescentou.
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Vale ressaltar que o BTG Pactual no momento atribui recomendação neutra – nem compra, nem venda – às ações da Petrobras, indicando aos investidores que aguardem mais detalhes sobre as novas políticas da companhia – não só para dividendos, mas também em relação a preços de combustíveis e investimentos.
Por volta das 14h, as ações preferenciais da Petrobras caíam 1,66%, a R$ 26,00, enquanto as ordinárias (PETR3) tinham queda de 1,65%, a R$ 29,20.
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