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Para BoFA, Itaú (ITUB4) terá vida mais fácil para assumir controle da Avenue do que com XP; entenda

Para BoFA, Itaú (ITUB4) terá vida mais fácil para assumir controle da Avenue do que com XP; entenda

Em 2017, o Banco Central impediu que o banco assumisse o controle da XP

Foto de fachada de agência do banco Itaú

Foto: Divulgação

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A compra de uma fatia de 35% e a eventual tomada de controle da corretora focada em investimentos no exterior Avenue, anunciada pelo Itaú (ITUB4) na última sexta-feira (8), não deve enfrentar resistência do Banco Central, diferentemente do ocorrido no acordo com a XP (XPBR31) em 2017, avalia o Bank of America (BofA).

O motivo, segundo os analistas Mario Pierry, Flavio Yoshida, Antonio Ruette e Ernesto Gabilondo, em relatório distribuído nesta segunda-feira (11), é simples: de acordo com a oferta do Itaú, a Avenue é atualmente avaliada em R$ 1,4 bilhão – enquanto a XP, na época da transação com o banco, valia R$ 12 bilhões.

Segundo o anúncio da semana passada, o Itaú adquiriu inicialmente 35% da Avenue por R$ 493 milhões, e a transação cria ainda a possibilidade de o banco adquirir uma fatia adicional de 15,1% daqui a dois anos, assumindo o controle da corretora, com uma participação total de 50,1%. Finalmente, em cinco anos, o banco poderá adquirir a fatia restante.

“A estrutura do acordo é muito similar à da transação com a XP em 2017, com um múltiplo pré-definido para a compra de uma fatia adicional seguida pela aquisição do controle. Enquanto o BC não permitiu que o Itaú assumisse o controle da XP, acreditamos que essa transação não deva enfrentar o mesmo problema, pois a Avenue é significativamente menor”, afirmam os analistas.

Análise:
Entenda a estratégia do Itaú (ITUB4) por trás da aquisição da corretora Avenue

O negócio, na visão do BofA, fortalece o braço de investimentos de varejo no Itaú, e corrobora a aposta do banco neste segmento, que já havia sido reforçada pela aquisição da corretora digital Ideal, em janeiro.

“Ainda que o negócio seja pequeno para o Itaú, vemos valor estratégico para o banco”, dizem os analistas. Para eles, os clientes do Itaú deverão se beneficiar de um processo mais simples para investir no exterior, além da opção de uma conta bancária internacional.

Além disso, o BofA enxerga como positivo o fato de que a operação e a gestão da Avenue permanecerão independentes, permitindo uma maior agilidade e retenção de talentos.

Os analistas mantêm sua recomendação de compra para a ação de Itaú, com preço-alvo de R$ 30 – o que corresponde a alta de 31% em relação ao valor do papel no fechamento da última sexta-feira (8), de R$ 22,91.

Por volta das 12h45 desta segunda, a ação tinha queda de 1,66%, negociada a R$ 22,53.

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