Para analistas, Méliuz (CASH3) vai bem em vendas, mas pisa no freio em usuários; ação cai 4%

A companhia registrou R$ 1,7 bilhão em vendas no quarto trimestre, alta anual de 77%

Foto: Divulgação

Os resultados publicados na noite de quinta-feira (27) pela Méliuz, que mostraram recorde no volume de vendas da plataforma no quarto trimestre, foram bem recebidos por analistas de mercado, segundo relatórios distribuídos a clientes nesta sexta-feira (28).

Na análise da Genial Investimentos, um dos principais pontos positivos é que a Méliuz conseguiu acelerar o ritmo de expansão de vendas nos últimos três meses de 2021, que cresceram 77% em relação a igual período do ano anterior, para R$ 1,7 bilhão. Segundo a corretora, a Méliuz vinha apresentando uma média inferior de aumento, de 64%.

“É de bom tom destacar que em empresas em processo de maturação, a densidade de compras é essencial na perpetuidade de seu negócio”, afirma a equipe de analistas da corretora.

Por outro lado, pondera a Genial, a Méliuz apresentou uma desaceleração no crescimento da base de usuários. A empresa terminou o quarto trimestre com 22,4 milhões, um aumento de 76% em relação a igual período de 2020. Nos últimos três anos, compara a corretora, a taxa média de crescimento de usuários da empresa foi de 130%.

O ritmo de abertura de contas no quarto trimestre foi de 27 mil a cada dia útil, segundo empresa, também uma desaceleração em relação às 30 mil novas contas por dia dos três meses anteriores. Segundo a companhia, a desaceleração já era esperada, devido à priorização do cartão de crédito próprio, que será lançado em breve e já tem mais de 700 mil pessoas na lista de espera.

Quem também se manifestou sobre os números da Méliuz foi a XP. Segundo a corretora, os resultados da companhia foram, de uma maneira geral, positivos e ressaltou que o menor número de novos usuários ativos pode estar ligado a uma desconfiança com a Acesso, uma fintech adquirida pela Méliuz em maio do ano passado e que vem enfrentando questionamentos sobre segurança depois de um comunicado do Banco Central a respeito de vazamento de dados pessoais de clientes.

Entre pontos positivos e negativos, a ação da Méliuz acabou tendo um comportamento bipolar nesta sexta-feira. Depois de entre as maiores altas do dia no início da sessão, a companhia caminha para estar entre as maiores quedas no fechamento da sessão. Por volta das 17h20, o papel tinha recuo de 4,07%.

Como o mercado enxerga as ações

A XP Investimentos tem recomendação de compra para o papel, com preço-alvo de R$ 8, o que representaria alta de 171% em relação ao preço de fechamento de ontem, de R$ 2,95.

De acordo com dados da Refinitiv, disponíveis na plataforma TradeMap, cinco das sete casas de análise consultadas recomendam compra para a ação, que acumula queda de 8,95% desde o início do ano e de 35,4% nos últimos 12 meses. Apenas duas recomendam a manutenção da ação na carteira, enquanto nenhuma recomenda venda.

A mediana de preço-alvo dos analistas é de R$ 4,50, o que representa alta de 52,5% em relação ao preço do fechamento desta quinta-feira.

 

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