A Pague Menos (PGMN3) divulgou na noite de segunda-feira (1) que o lucro do segundo trimestre encolheu 20% em relação a um ano antes, mesmo diante de um aumento na receita da companhia – e hoje as ações caem 0,22% em reação aos resultados, para R$ 4,50.
De acordo com a empresa, o lucro do segundo trimestre somou R$ 56,7 milhões, ante R$ 70,8 milhões no segundo trimestre de 2021. A receita da companhia foi na direção oposta, aumentando 9,2%, para R$ 2,1 bilhões. Isso significa que a margem de lucro da empresa caiu de 3,5% para 2,6% na mesma base de comparação.
Em relatório, a divisão de investimentos do Banco do Brasil disse que a empresa foi prejudicada no período pela maior exposição de sua rede de farmácias às regiões Norte e Nordeste. Nestes locais, o surto de gripe durante o inverno foi menos intenso, e consequentemente as vendas cresceram menos.
O BB Investimentos, porém, considera que mesmo com desempenho inferior ao de outras redes de farmácias, as margens de lucro da Pague Menos “surpreenderam positivamente”.
A Genial Investimentos fez uma avaliação um pouco diferente dos resultados. A instituição entendeu que a Pague Menos preferiu garantir o crescimento da receita e, para isso, prejudicou a rentabilidade, mas concluiu que o resultado do trimestre foi de “difícil ingestão”.
Tanto o BB Investimentos quanto a Genial atribuem recomendação neutra às ações da Pague Menos, com preço-alvo de R$ 10,60 e R$ 11,00, respectivamente.
Ambas são mais cautelosas que as sete instituições financeiras consultadas pela Refinitiv, que indicam a compra do papel, com preço-alvo de R$ 9,00, segundo dados disponíveis na plataforma TradeMap.
Recompra de ações
Depois de divulgar os resultados do segundo trimestre, a Pague Menos avisou ao mercado que vai recomprar até 5 milhões de ações nos próximos seis meses. O volume equivale a 3,2% dos papéis em circulação no mercado.
Vale lembrar que, em 5 de julho, o preço das ações da Pague Menos bateu R$ 3,97, o menor nível desde setembro de 2020, quando empresa estreou na bolsa.