Nu (NUBR33) dá início a processo para reestruturar BDRs e fechar capital no Brasil

Segundo a companhia, o objetivo da iniciativa é maximizar a eficiência e minimizar as redundâncias

Foto: Shutterstock

Em fato relevante publicado na noite desta quinta-feira (15), a Nu Holdings (NUBR33), dona do banco digital Nubank, comunicou o início de um processo para mudar a maneira como seus ativos são listados na Bolsa de valores brasileira e, consequentemente, deixar de ser uma companhia de capital aberto no país.

Até agora, o Nu é listado na B3 por meio de BDRs nível III, que exigem registro da companhia na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e podem ser negociados livremente na Bolsa.

Com o processo de reestruturação, a intenção do Nu é de passar a listar BDRs nível I, que dispensam o registro na CVM e devem ser negociados em mercados de balcão ou em outros segmentos específicos da Bolsa. Dessa forma, o Nu deixa de ser uma companhia de capital aberto no Brasil.

O objetivo da mudança, de acordo com a companhia, é maximizar a eficiência e minimizar as redundâncias de ser uma companhia aberta em mais de uma jurisdição. “A administração da companhia afirma que a presente deliberação não afeta o compromisso de longo prazo do Grupo Nubank com o Brasil, tampouco com o mercado de capitais brasileiro”, diz o comunicado.

Para a implementação do processo, a companhia aprovou o pedido de registro do BDR nível I, o plano para descontinuidade dos BDRs nível III e, na sequência, o cancelamento da companhia na CVM.

Caso o plano desenhado pela companhia seja aprovado pela B3, os atuais detentores de BDRs do Nubank poderão optar por continuar como acionistas da companhia, mediante o recebimento de ações negociadas em Nova York ou dos novos BDRs nível I, ou realizar a venda de seus ativos.

Vale ressaltar que, para receber as ações americanas, o investidor precisa deter, no mínimo, seis BDRs e ter uma conta ativa em uma corretora nos Estados Unidos.

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