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Bolsas mundiais caem nesta sexta com retorno da aversão ao risco

Bolsas mundiais caem nesta sexta com retorno da aversão ao risco

Os investidores deverão ficar de olho nas diversas divulgações de indicadores de atividade e de inflação que estão saindo lá fora e por aqui

Mapa mundi pixabay
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Nesta sexta-feira (1º), as bolsas globais sinalizam dia de cautela, com o retorno da aversão ao risco com a proximidade do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) em diminuir seus estímulos monetários e com o aumento dos temores sobre desaceleração do crescimento econômico.

Além disso, inflação elevada, gargalos na cadeia de suprimentos, crise energética global e riscos regulatórios provenientes da China também seguem no radar dos investidores.

Na Ásia, os mercados fecharam em queda, salvo a bolsa chinesa, que segue fechada por conta do feriado local.

No mesmo caminho, as bolsas europeias abriram no campo negativo, refletindo a divulgação dos indicadores de atividades e de inflação.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial da zona do euro caiu de 61,4 em agosto para 58,6 em setembro, atingindo o menor patamar desde fevereiro, de acordo com pesquisa final divulgada pela IHS Markit.

O destaque da queda na atividade se deve aos gargalos na cadeia de oferta, provocando pressões sobre os custos das matérias-primas, que podem persistir e manter a inflação elevada. Apesar da queda, o resultado está bem acima da marca de 50, o que aponta que a manufatura do bloco continua subindo.

Enquanto isso, a taxa anual de inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro atingiu 3,4% em setembro, apresentando aceleração se comparado à alta de 3% observada em agosto, segundo dados preliminares divulgados pela agência de estatísticas da União Europeia, a Eurostat.

Na Alemanha, o PMI industrial também apresentou reduções, saindo de 62,6 em agosto para 58,4 em no mês passado. Foi o menor nível em oito meses, segundo a IHS Markit.

Já os futuros americanos acompanham a elevação ao risco, mostrando dia de cautela. Na agenda econômica dos Estados Unidos teremos a divulgação de indicadores de atividade e de inflação.

Além disso, o mercado deverá acompanhar o desenrolar do pacote de infraestrutura de Joe Biden. A presidente da Câmara americana, Nancy Pelosi, deverá aprovar o texto ainda hoje.

Em relação às commodities, o preço do petróleo apresenta leve baixa, enquanto o minério de ferro segue sem cotação por conta do feriado chinês.

No Brasil, os investidores deverão ficar de olho nas diversas divulgações de indicadores de atividade e de inflação que estão saindo lá fora e por aqui.

Às 10h, no horário de Brasília, será divulgado o PMI industrial relativo a setembro. Na agenda, ainda tem a palestra do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, às 11h.

Além da agenda, os investidores também deverão acompanhar o desenrolar do auxílio emergencial na PEC dos Precatórios e as tensões sobre o preço dos combustíveis e do gás de cozinha.

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