Mercado externo segue sem direção única; investidores ficam atentos ao setor imobiliário chinês

No Brasil, os investidores seguem preocupados com a escalada da inflação, que já superou a meta imposta pelo CMN

Foto: Pixabay

Os mercados globais continuam pressionados pelo risco de aumento da inflação, assim como também pela redução iminente no estímulo do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e pelos aumentos nos custos de energia e a possibilidade de um crescimento econômico mais lento.

Além disso, mais uma imobiliária não pagou suas dívidas de curto prazo na China. Desta vez, foi uma companhia chamada Fantasia, que deveria ter honrado com o pagamento de US$ 206 milhões.

Por conta disso, as bolsas asiáticas fecharam mais um dia em baixa, já que o setor imobiliário chinês vem chamando a atenção, principalmente com o caso da Evergrande. Outro ponto de destaque é o aumento nos preços das commodities, o que gera um maior risco à elevação da inflação. Vale lembrar que a os mercados da China continuam fechados por conta do feriado local.

Já as bolsas europeias e os futuros americanos estão próximos da estabilidade. Nesta terça-feira, 5, os investidores deverão acompanhar diversos indicadores de atividades.

Na zona do euro e na Alemanha, os dados de atividade em setembro deram uma arrefecida em comparação a agosto. No entanto, permaneceram acima de 50, marca que separa crescimento de contração.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto final da IHS Markit caiu a 56,2 em setembro, ante os 59 em agosto, mostrando que a situação econômica na zona do euro vem com aumento das pressões de preços e um crescimento econômico mais lento. O PMI de serviços caiu de 59 em agosto para 56,4 no mês passado, o menor nível desde maio.

Na Alemanha, o PMI composto, que engloba os setores de serviços e industrial, caiu de 60 em agosto para 55,5 em setembro, atingindo o menor nível em quatro meses. Enquanto isso, o PMI de serviços do país recuou de 60,8 para 56,2 na comparação mensal.

Hoje também teremos a fala de Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE), que poderá dar mais alguma direção sobre a economia. Ainda no radar, nos Estados Unidos, os congressistas seguem discutindo sobre o teto da dívida do país.

Em relação às commodities, o preço do petróleo segue em alta, após a decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados (Opep+) de manter o aumento gradual da oferta, mesmo com uma crise de gás natural aumentando a demanda.

No Brasil, os investidores seguem preocupados com a escalada da inflação, que já superou a meta imposta pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Na agenda econômica, teremos a divulgação dos PMIs de serviço e o composto, às 9h.

Nos EUA, os PMIs serão divulgados por volta das 10h45 (horário de Brasília).

Compartilhe:

Leia também:

Destaques econômicos – 02 de abril

Nesta quarta (02), o calendário econômico apresenta importantes atualizações que podem influenciar os mercados. Confira os principais eventos e suas possíveis repercussões:   04:00 –

Mais lidas da semana

Uma newsletter quinzenal e gratuita que te atualiza em 5 minutos sobre as principais notícias do mercado financeiro.