Bolsas globais seguem no campo positivo, à espera de indicadores e resultados corporativos

No Brasil, além da atenção voltada para a agenda econômica, com a divulgação do volume de serviços de agosto, investidores deverão acompanhar o desenrolar no campo político

Foto: Pixabay

Nesta quinta-feira, 14, as bolsas globais continuam oscilando à medida que as preocupações aumentam com a inflação e o início da retirada de estímulos econômicos.

Por sua vez, as bolsas asiáticas fecharam em alta, com exceção do mercado chinês, que encerrou o pregão em queda com o receio de uma estagflação.

Na China, a inflação dos preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) subiu 10,7% em setembro na comparação com o mesmo mês de 2020, tornando-se a maior alta desde 1996. O forte aumento é decorrente dos custos das commodities, sendo puxada principalmente pelos preços do carvão e de alguns produtos intensivos em energia, enquanto a demanda ficou mais fraca, informou o Escritório Nacional de Estatísticas.

As bolsas europeias e os futuros americanos seguem em alta. Os investidores devem continuar atentos ao forte aumento nos preços ligados à energia e às perspectivas de reduções de estímulos por parte dos bancos centrais.

Nos Estados Unidos, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) mostrou que a inflação se manteve acima de 5% na base anual, enquanto a última ata do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) sinalizou uma redução nas compras de títulos a partir de meados de novembro ou dezembro.

Com isso, o mercado ficará atento à agenda econômica desta quinta, com a divulgação nos EUA dos dados do PPI, que sairão às 9h30, além dos pedidos de auxílio-desemprego e dos estoques de petróleo bruto. 

A agenda corporativa desta semana reserva os balanços do Goldman Sachs, Bank of America, Morgan Stanley, Wells Fargo e Citigroup.

Em relação às commodities, o petróleo apresenta alta, enquanto o minério de ferro segue pressionado com as intervenções chinesas com as siderúrgicas.

No Brasil, além da atenção voltada para a agenda econômica, com a divulgação do volume de serviços de agosto pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os investidores deverão acompanhar o desenrolar no campo político.

Ontem, a Câmara concluiu a votação do projeto que muda a incidência de ICMS sobre combustíveis e estabelece um valor fixo por litro para o imposto. O texto-base foi aprovado por 392 votos a 71, seguindo agora para o Senado. O relator do projeto, doutor Jaziel (PL-CE), afirmou que as mudanças podem reduzir o preço ao consumidor em 8% na gasolina, 7% no etanol e 3,7% no diesel. O ICMS sobre a gasolina varia hoje de 25% (SP) a 34% (RJ).

A proposta é uma tentativa frear o aumento dos preços nos combustíveis, que vêm pressionando a inflação e pesando no bolso dos consumidores. No entanto, a dúvida ainda prevalece se o texto irá passar no Senado, já que tem mais pressões dos Estados, que não querem perder arrecadação.

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