Os mercados globais iniciam esta sexta-feira, 24, com cautela. As incertezas de que a China possa sofrer uma crise sistêmica dado os problemas com a Evergande em honrar com sua dívida retornam aos holofotes.
As bolsas asiáticas fecharam de forma mista, com a gigante do setor imobiliário chinês pesando nos negócios. A inquietação do mercado externo ressurgiu pela falta de clareza quanto ao pagamento da dívida por parte de uma de suas subsidiárias e pela falta de agilidade do governo da China em administrar as consequências de um calote da companhia.
Seguindo a mesma toada de maior aversão ao risco, as bolsas europeias e os futuros americanos operam em baixa, mesmo com as melhores perspectivas econômicas americanas.
Os investidores estão pesando na balança os problemas da Evergrande e o compromisso dos bancos centrais de retirar os estímulos monetários gradualmente.
Em relação às commodities, o preço do petróleo volta a subir e o minério de ferro também apresenta alta. Já o bitcoin cai forte após a China comentar que quaisquer negociações com as criptomoedas são consideradas ilegais.
No Brasil, a comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou, ontem, o texto que discute o mérito da reforma administrativa. A matéria seguirá ao plenário da Câmara, por se tratar de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), precisando de, pelo menos, 308 votos favoráveis em dois turnos para ser aprovada.
Para esta sexta, a agenda econômica interna reserva a divulgação da confiança do consumidor, às 8h, e o IPCA-15 sairá às 9h. Nos Estados Unidos, haverá a divulgação das vendas de novas moradias, às 11h, e no mesmo horário tem um novo discurso do presidente do Fed, Jerome Powell, e da Loretta J. Mester, cotada para suceder o chairman.