A AES Brasil (AESB3) registrou um salto de 742,4% no lucro líquido do terceiro trimestre de 2021, que passou de R$ 51,1 milhões no mesmo período de 2020 para os atuais R$ 430,8 milhões, que resultou em uma margem líquida de 65,1%.
A disparada no saldo se deu pela contabilização do benefício fiscal de R$ 533 milhões referente ao processo de reorganização societária da empresa, que gerou a incorporação da AES Tietê pela AES Brasil Operações.
A receita operacional líquida da companhia elétrica foi de R$ 661,7 milhões, avanço de 29,9% em relação ao intervalo de julho a setembro do ano passado.
De acordo com a empresa, o resultado pode ser explicado pela redução de R$ 202,9 milhões na margem hídrica devido à maior compra de energia no período, com um maior volume de compra atrelado a um preço médio superior.
O Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) teve contração 70,5% no comparativo anual, para R$ 92,1 milhões.
A margem Ebitda do trimestre recuou 47,4 pontos percentuais (p.p), para 13,9%.
Os custos operacionais e despesas gerais e administrativas (excluindo depreciação e amortização) totalizaram R$ 118,4 milhões nos três meses em análise, aumento de 55,2% frente ao reportado em igual intervalo de 2020.
A dívida líquida cresceu 85,9% na base anual, passando de R$ 2,79 bilhões para R$ 5,2 bilhões.
Desse modo, a alavancagem, medida pela relação dívida líquida por Ebitda, ficou estável, com leve variação de 0,2 vezes, para 2,57 vezes.
O retorno sobre capital investido (ROIC) caiu 2,1 p.p, passando de 2,9% para 0,8% no período em análise.
A companhia prevê um investimento (Capex) de aproximadamente R$ 3,5 bilhões no intervalo de 2021 a 2025, destinados à expansão dos projetos já contratados e com plano de construção definido e à modernização e manutenção de seus ativos em operação.
As ações da AES Brasil operam em queda nesta quinta-feira, 04. Por volta das 14h30, os papéis recuavam 2,07%, a R$ 11,33.