Minério de ferro vai ficar mais barato em 2023, assim como outros metais básicos, diz Fitch

Paro o próximo ano, a agência de risco projeta o minério de ferro sendo negociado a US$ 85 por tonelada

Foto: Shutterstock/Aussie Family Living

Os preços do minério de ferro e de outros metais básicos vão cair em 2023 em relação aos níveis vistos neste ano, refletindo a normalização da oferta destes produtos no mercado mundial. A previsão é da agência de classificação de risco Fitch.

Segundo a Fitch, não há excedente no mercado de minério de ferro, já que a queda na oferta do produto vindo da Ucrânia e da Rússia compensou a baixa demanda na Europa e em outras regiões. No entanto, como a demanda pelo produto continua dando sinais de enfraquecimento, agência projeta que a tonelada da commodity custará ao redor de US$ 85 em 2023. Atualmente o preço está perto de US$ 110 por tonelada.

No caso do cobre, em relatório divulgado nesta terça-feira (6), a Fitch afirma que as premissas seguem inalteradas diante de um sentimento mais brando do mercado devido à desaceleração econômica global em 2023, compensada por fatores de oferta e demanda de curto e médio prazo.

“Esperamos um aumento moderado no consumo global de cobre primário, de cerca de 2% em 2023, semelhante a 2022”, diz a agência. Com isso, o preço para o próximo ano é de US$ 8 mil por tonelada, menor que o estimado pela agência para este ano, de US$ 8.700.

Para o alumínio, que está com preços mais baixos desde setembro, ao redor de US$ 2,4 mil, a expectativa para 2023 é de US$ 2,5 mil por tonelada. O valor, porém, é inferior ao que prevaleceu em meses anteriores, quando a tonelada da commodity chegou a custar US$ 4 mil.

“Os investidores financeiros têm cortado posições compradas devido ao aumento das taxas de juros, aumentando o custo de carregamento, contribuindo para preços mais baixos. Quando a demanda trimestral do alumínio chegar ao fundo do poço em 2023 e a atividade industrial aumentar, os preços se recuperarão gradualmente e incentivarão o reinício das fundições”, explica a Fitch.

Em relação ao níquel, que terá uma demanda cada vez maior nos próximos anos, devido, principalmente, ao aumento de produção de baterias para carros elétricos, a Fitch vê o preço a US$ 20 mil por tonelada no ano que vem, de US$ 25 mil neste ano, refletindo uma alta de preços em um mercado bastante volátil.

Por fim, o carvão, que teve o preço elevado em 2022 por causa da geração de energia termelétrica devido à crise energética na Europa, a agência espera os preços ainda altos no próximo ano, dada a demanda elevada pelo insumo. Com isso, a tonelada da commodity deve ficar ao redor de US$ 139 no ano que vem.

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