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Mercado ainda espera inflação de 0,7% em dezembro apesar de gasolina mais barata

Mercado ainda espera inflação de 0,7% em dezembro apesar de gasolina mais barata

Corte no preço do combustível era parte da premissa para desaceleração da inflação neste mês

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O corte no preço da gasolina anunciado pela Petrobras era esperado pelos especialistas e teve efeito neutro sobre as expectativas deles para a inflação de dezembro.

Em novembro, a alta nos preços relacionados a transporte foi a única que acelerou na comparação com outubro – de 2,62% para 3,35%. Só a gasolina ficou 7,38% mais cara no mês passado, e passou a acumular ganho de 50,78% em 12 meses. Esta elevação de preço impediu que a inflação desacelerasse com mais força em novembro.

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O mercado, porém, já esperava que os combustíveis ficassem mais baratos em dezembro por causa das regras da Petrobras sobre este tema. A companhia ajusta o valor da gasolina e do diesel no mercado interno de acordo com os preços praticados no mercado internacional e levando em consideração a cotação do dólar.

Desde o reajuste anterior anunciado pela Petrobras. no final de outubro, os preços do petróleo caíram cerca de 12%, enquanto o dólar ficou praticamente estável. Isto, na prática, já indicava ao mercado que haveria diminuição no valor dos combustíveis.

Declarações do presidente Jair Bolsonaro afirmando que o corte de preço estava a caminho ajudaram a embutir de vez esta expectativa no cenário dos investidores.

Por isso, a previsão das instituições financeiras ouvidas pelo Banco Central para a inflação de dezembro saiu de 0,75% em meados de novembro para 0,72% no fim da semana passada.

Nada muda

O economista-chefe da Infinity Asset, Jason Vieira, disse que o corte no preço da gasolina era parte das premissas usadas na previsão da instituição para a inflação de dezembro – de 0,66%.

“Fazemos acompanhamento da defasagem [no preço], estava elevada. Então já tínhamos na conta a perspectiva de redução dos combustíveis. Dada a defasagem que ainda existe em aberto, há possibilidade de mais uma redução, que iria de encontro com a nossa projeção de pelo menos 30 pontos-base mais baixa comparativamente ao que foi a inflação de novembro”, afirmou.

Heloisa Sanchez, da equipe de análise da Terra Investimentos, acrescentou que a inflação ainda apresenta alguns pontos de atenção relevantes e que impedem uma desaceleração mais intensa do indicador em dezembro – a crise hídrica, a escassez de matérias-primas para a produção de equipamentos e as preocupações com a nova variante Ômicron da Covid-19, por exemplo.

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