Mais barata e mais diversificada, JBS (JBSS3) é preferida do BofA no setor – entenda

Analistas recomendam a compra da ação, com preço-alvo de R$ 55

Foto: Shutterstock

Por sua diversificação geográfica, seus resultados resilientes e preço atrativo de suas ações, mais baratas do que as de concorrentes como a Marfrig (MRFG3), os analistas do BofA (Bank of America) elencam a JBS (JBSS3) como a empresa preferida entre as processadoras de proteínas, de acordo com relatório distribuído nesta segunda-feira (29).

Por volta das 16h45, a ação da JBS tinha alta de 0,94%, a R$ 30,23. Já a da Marfrig operava em queda de 1,06%, a R$ 14,06.

A diferença de patamar de preço das ações da JBS e da Marfrig, na visão dos analistas Isabella Simonato, Guilherme Palhares e Fernando Olvera, é injustificada, uma vez que a Marfrig é menos diversificada geograficamente e mais endividada do que a concorrente.

Nesse cenário, o BofA recomenda compra para as ações da JBS, com preço-alvo de R$ 55 – o que corresponde a alta de 84% em relação ao preço do papel no fechamento da última sexta-feira (26), de R$ 29,95.

A instituição ressalta também que as operações de carne bovina nos Estados Unidos correspondem a 30% do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da JBS e equivalem a 46% do mesmo indicador da Marfrig, apontam.

E como fica a BRF em relação à Marfrig?

Em relação às concorrentes BRF (BRFS3) e Marfrig, a expectativa do banco é que a tendência observada nos últimos seis meses, quando as ações da primeira tiveram performance 29% superior à anotada pelos papéis da segunda, se mantenha – ainda que com menos força.

Na análise do banco, o desempenho superior da BRF se deve a uma percepção de melhora nos resultados após um primeiro trimestre fraco. A expectativa é que os números continuem a se recuperar nos próximos meses e que os resultados da BRF sejam melhores do que os da Marfrig, que vem sendo ameaçada pela perspectiva de uma tendência de queda nas margens das operações de carne bovina nos Estados Unidos.

“Apesar de acreditarmos que a performance já foi muito forte e que o potencial de alta para as ações da BRF é limitado, não vemos gatilhos para uma reversão, principalmente porque a tendência para os resultados da BRF permanece mais favorável do que a da Marfrig”, escrevem os analistas.

Porém, ainda que o banco espere resultados melhores para a BRF, com base em volumes sólidos de exportação e custos de grãos estáveis, a expectativa dos analistas é que a companhia continue queimando caixa até 2025.

Por isso, o BofA mantém recomendação neutra para a ação, com preço-alvo de R$ 19,50 – potencial de alta de 18% em relação a cotação de sexta-feira.O papel da companhia era cotado a R$ 16,46, com 0,32% de queda por volta das 16h45.

“Temos preocupações com a alta alavancagem, com o fluxo de caixa livre negativo e com a visibilidade limitada sobre a estratégia da companhia para o médio a longo prazo.”

A classificação também é neutra para a Marfrig, com preço-alvo de R$ 21, o que representa alta de 48%, tendo como base também o dia 26 de agosto.

“Apesar do maior potencial de alta da Marfrig, não achamos que o valuation é suficiente para fazer com que sua baixa performance em relação à BRF se reverta, ou que as ações da Marfrig tenham performance superior às das concorrentes no curto prazo”, afirmam.

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