A Irani (RANI3) registrou queda no lucro do terceiro trimestre em relação a um ano antes, mesmo diante de um aumento na receita durante o período. Ainda assim, especialistas consideraram os resultados positivos.
O lucro da Irani caiu 2,1% para R$ 95,5 milhões, mesmo depois de a receita da companhia crescer 2,1% na mesma base de comparação, para R$ 441,4 milhões.
Um dos destaques do período foi o aumento das vendas de embalagens de papelão. O volume comercializado cresceu 14,9% no terceiro trimestre, para 45,8 mil toneladas, contrastando com as vendas de papel e de resinas, que caíram respectivamente 5,6% e 24,6%.
As vendas de embalagens cresceram por causa da demanda aquecida e da maior capacidade de produção, segundo a Irani.
Na divisão de papel, as vendas diminuíram devido à menor disponibilidade de produtos – que foram direcionados para a produção de embalagens -, assim como na parte de resinas.
O mercado reagiu mal à divulgação dos números. Por volta das 12h10, as ações da Irani caíam 3,26%. No entanto, para o BTG Pactual – que recomenda a compra dos papéis -, os resultados foram “sólidos”.
Segundo o banco, o balanço da Irani veio melhor que o esperado tanto por causa do aumento no volume de vendas de embalagens quanto por causa de custos inferiores aos previstos. Isso ajudou a companhia a sustentar uma margem Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) próxima a 30% da receita, maior do que a prevista pelo mercado.
A XP, que atualmente sugere posição neutra em relação às ações da Irani – nem compra, nem venda -, também elogiou o balanço.
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“Vemos os resultados da Irani como positivos, com base nos preços mais baixos de aparas, juntamente com os preços ainda elevados das caixas de papelão ondulado”, afirmou, em um relatório. “As margens estão se mantendo por mais tempo do que prevíamos e o aumento da demanda por caixas de papelão ondulado foi outro sinal de resiliência”, acrescentou.
O BTG Pactual acha que a companhia vai entrar em um período de “crescimento agressivo” nos próximos meses, e ressalta que o momento atual favorece a indústria de papelão ondulado – o material usado nas embalagens vendidas pela Irani. “Achamos que a empresa vai sustentar margens elevadas à frente”, afirmou.