O lucro líquido da Copel aumentou 2,6 vezes no terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 1,7 bilhão, refletindo o crescimento da receita no período – de 61,2%, para quase R$ 7 bilhões – e a repactuação do risco hidrológico, que mitigou parte do crescimento nas despesas da companhia com energia elétrica comprada para revenda. O resultado desconsidera operações que não estão mais sob o controle da Copel.
O faturamento da Copel foi impulsionado em particular pela receita com suprimento de energia elétrica, que aumentou 2,4 vezes, a R$ 1,96 bilhão, por causa da venda de 641 gigawatts-hora (GWh) produzidos pela usina termelétrica Araucária ao longo do terceiro trimestre.
O aumento do volume de energia vendida em contratos bilaterais pela Copel Mercado Livre (2.983 GWh no terceiro trimestre, ante 1.918 GWh um ano antes) e a comercialização de 520 GWh pela Copel Distribuição no mercado de curto prazo, com preço mais de seis vezes maior que no terceiro trimestre de 2020, também ajudaram.
Segundo a XP, s resultados vieram em linha com a nossa expectativa e os destaques foram as maiores tarifas de energia no segmento de distribuição e maiores vendas no mercado de curto prazo, compensadas por maiores compras de energia e custos de combustível. “Mantemos nossa recomendação de compra na Copel, com um preço-alvo de R$ 8 por ação”, afirmou a XP.
Por volta das 12h30, as ações da Copel (CPLE6) subiam 1,75%, a R$ 6,39.