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Divisão de papéis será novamente a principal força da Klabin (KLBN11) no 2º trimestre, prevê Itaú BBA

Divisão de papéis será novamente a principal força da Klabin (KLBN11) no 2º trimestre, prevê Itaú BBA

Reajustes de preços de todos os negócios ajudam a impulsionar lucro da companhia no primeiro trimestre do ano

Usina de papel

Usina de papel. Foto: Shutterstock

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Após reportar resultados positivos no primeiro trimestre de 2022, impactada fortemente pelo reajuste de preços em todos os negócios, o Itaú BBA vislumbra que o segundo trimestre da Klabin também será igualmente positivo, principalmente na divisão de papéis.

“Esperamos que o ímpeto da divisão de papéis da Klabin continue no segundo trimestre de 2022, favorecido pelo efeito positivo dos recentes aumentos de preços”, destacou o banco, em relatório publicado nesta terça-feira (3).

Não só a Klabin, mas todas as empresas do segmento, a tendência é que os volumes de embalagens a papel diminuam um pouco, já que as empresas estão buscando manter os preços para garantir rentabilidade.

Para o segundo trimestre deste ano, o Itaú BBA espera a reverberação de preços de celulose e volumes mais altos e menores custos com paradas para manutenção, que pesaram muito no primeiro trimestre de 2022.

Com isso, os efeitos de preços mais altos devem continuar beneficiando a companhia, dado que a empresa já anunciou recentemente elevação de preços da celulose na China para maio, enquanto nos meses de março e abril já havia anunciado reajuste para Europa e Ásia.

Diante disso, o banco mantém uma recomendação para os papéis da Klabin, com preço-alvo de R$ 28 ao final deste ano, um upside de 33,3% em relação aos R$ 21 negociados por volta de 13h (de Brasília), o que significa uma alta de 1,29% no pregão.

A Klabin divulgou seu balanço do primeiro trimestre deste ano na manhã desta terça, e, mesmo num período conturbado para a economia global por conta da guerra na Ucrânia, conseguiu dobrar seu lucro.

O lucro líquido da empresa subiu 108% no primeiro trimestre em comparação com o mesmo período do ano passado, para R$ 875 milhões.  Enquanto isso, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado melhorou em 35% no período, somando R$ 1,72 bilhão na mesma base de comparação.

A empresa de celulose atribuiu a alta tanto do Ebitda quanto da receita aos “reajustes de preços realizados em todos os negócios ao longo dos últimos trimestres”, que permitiram compensar o impacto negativo da valorização do real em relação ao dólar nas exportações.

A receita líquida aumentou 28% e atingiu R$ 4,42 bilhões na mesma base comparativa, com a Klabin crescendo em todas as áreas de negócio, resultado em linha com as expectativas do Itaú BBA.

 

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