Joint venture da BRF, clima e China impulsionam frigoríficos; ações sobem

Cenário para 2022 permanece positivo para o setor, segundo analistas

Divulgacao JBS 6

Foto: Divulgação

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As ações de frigoríficos estiveram entre as maiores altas do Ibovespa nesta quinta-feira, dia 13, depois de terem sido pressionadas por um mercado cauteloso desde meados de dezembro. Alta do setor foi liderada por Marfrig (MRFG3), que subiu 5,18%, a R$ 22,74; seguida de Minerva (BEEF3), com valorização de 3,06%, a R$ 10,10; JBS (JBSS3), com avanço de 1,73%, a R$ 37,06; e BRF (BRFS3), que teve elevação de 0,71%, a R$ 24,01.

As razões para a disparada, segundo analistas consultados pela Agência TradeMap, são várias. A primeira delas é o anúncio, pela BRF, da criação de uma joint venture com o fundo soberano saudita Public Investment Fund (PIF), vista com bons olhos pelo mercado.

A joint venture, em que a BRF terá 70% de participação, atuará na cadeia completa de frangos no país árabe. “A notícia é positiva para a companhia, uma vez que aprofunda seus laços com um país muito importante no segmento Halal (relacionado à forma de preparo de carnes consumida por árabes), contemplado como um dos grandes potenciais de crescimento para a empresa”, diz Sérgio Berruezo, analista de research da Ativa Investimentos, em comentário ao mercado.

As condições climáticas na América do Sul também jogam a favor das companhias do setor. “A seca no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além de países cisplatinos (Uruguai e Argentina) aceleram os abates. Com maior oferta, menores preços pagos ao produtor, o que aumenta a margem dos frigoríficos”, afirma Jansen Costa, sócio-fundador da Fatorial Investimentos.

Além disso, segundo Rodrigo Almeida, analista do Santander, o cenário de chuvas recentes em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso tem feito com que os pecuaristas optem por manter o gado no pasto por mais tempo do que o normal, esperando vender em um momento melhor. Isso, como consequência, fez com que a arroba do boi subisse.

“Eventualmente os frigoríficos irão começar a demandar um pouco mais de gado, e os pecuaristas irão começar a vender. Então acho que no médio prazo, em dois ou três meses, o mercado irá começar a se normalizar e talvez a arroba comece a cair”, aponta Almeida.

As condições climáticas, porém, não são favoráveis para toda a cadeia e podem acabar pressionando as margens e a rentabilidade das operações em outras proteínas, como frango e suínos. As perspectivas de seca têm causado redução nas projeções para a próxima safra e, com isso, os preços dos grãos, como soja e milho, têm sustentado alta. Dado que estes grãos são o principal insumo para a produção de porcos e frango, essa indústria pode ser impactada, segundo o analista do Santander.

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A retirada do embargo da China para a importação de carne bovina brasileira, instaurado após a detecção de casos de vaca louca no gado do Brasil, também começa a surtir efeito sobre os papéis. “No mês de dezembro, não chegamos a ver impacto, porque em 15 dias não dá tempo de comprar gado, abater, produzir a carne e exportar para a China. Mas agora, em janeiro, já começamos a ver uma sinalização de retomada de demanda chinesa”, afirma Almeida.

Esse movimento, segundo o analista, é especialmente positivo para a Minerva, mais focada em exportação. Ele ressalta, no entanto, que o primeiro trimestre tende a ser sazonalmente mais fraco em termos de importação pela China, sobretudo devido ao feriado de Ano Novo Chinês, que paralisa atividades no país.

Ações pressionadas

As ações de frigoríficos foram pressionadas pela cautela do mercado entre o fim de dezembro e o início de janeiro, em meio a questionamentos sobre a manutenção das margens em um cenário de apertos monetários nos Estados Unidos, cautela sobre a economia da China, inflação global, investigação de legisladores europeus e americanos sobre a JBS e planos de Biden de diminuir a concentração do setor nos EUA como fatores que geraram cautela no mercado desde meados de dezembro.

Rodrigo Friedrich, da Renova Invest, ainda se mostra receoso com as últimas notícias. “Fico com o pé atrás nesse setor. Há algumas semanas o presidente Joe Biden sinalizou que quer acabar com os monopólios, e a JBS, gigante por lá, pode sofrer alguma sanção”, afirma.

As empresas, porém, têm mostrado margens fortes no começo de janeiro, o que faz com que o mercado, de maneira geral, volte a ter perspectivas positivas.

Na visão de Almeida, do Santander, a demanda dos Estados Unidos deve continuar forte em 2022, mesmo com a sinalização de aperto monetário. “De maneira geral, começamos a pensar em um ano muito bom para frigoríficos americanos e para frigoríficos brasileiros que trabalham com exportação, principalmente para a China”, diz.

“O que estamos vendo para o ano é que os frigoríficos, mesmo diante de algumas adversidades, devem ter cenários positivos, impulsionados pela dinâmica de oferta e demanda e também pelo câmbio, que acaba beneficiando eles”, destaca Adriano Castro, analista da Genial Investimentos.

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