A Itaúsa — holding que controla o Itaú Unibanco e tem participações em empresas de outros setores, como Alpargatas, Dexco e XP — teve o resultado do primeiro trimestre impulsionado principalmente pelo lucro líquido do seu filho mais velho, o Itaú, e pela venda de parte das ações que tem na XP.
Nos primeiros três meses, a holding teve lucro líquido de R$ 3,7 bilhões, expansão de 68,5% em relação a igual período do ano passado, e um retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROE, na sigla em inglês) de 22,6%, aumento de 7,4 pontos percentuais em comparação a igual intervalo de 2021.
O resultado recorrente proveniente das empresas investidas foi de R$ 2,8 bilhões no primeiro trimestre, crescimento de 15% ante um ano atrás. O Itaú, sozinho, contribuiu com R$ 2,6 billhões nos primeiros três meses, avanço de 10% em relação ao primeiro trimestre do ano passado.
“O lucro do Itaú Unibanco foi impulsionado pelo crescimento da carteira de crédito e melhor margem financeira, parcialmente compensados por maiores perdas esperadas com operações de crédito, combinado com o controle eficiente das despesas gerais e administrativas, que cresceram abaixo da inflação”, explica a holding.
Já Alpargatas e Dexco contribuíram de forma negativa para o resultado do trimestre. A Alpargatas, dona da Havaianas, teve queda de 44% no resultado recorrente, para R$ 24 milhões, enquanto a Dexco, dona da Duratex, teve recuo de 9%, para R$ 74 milhões.
A Itaúsa atribuiu os tombos à conjuntura econômica, com inflação acelerada e juros mais altos, que prejudicaram os setores de bens de consumo, no qual a Alpargatas está inserida, e o de materiais de construção, da Dexco.
Ambas foram afetadas por aumento em custos de insumos. A Dexco, destacou a holding, também foi negativamente impactada por custos maiores com logística.
A Itaúsa lembrou também que, no primeiro trimestre, vendeu 12 milhões de ações da XP, como parte do seu processo de desinvestimento na companhia. A holding, com isso, se desfez de 2,14% do capital total da XP, pelo valor de aproximadamente R$ 1,8 bilhão, reduzindo a participação na empresa para 11,51%.
A venda resultou em um ganho líquido no trimestre, livre de impostos, de R$ 1,1 bilhão.