Após um segundo trimestre bem acima da expectativa, com números, inclusive, maiores que o de seus pares privados, os resultados do Banco do Brasil (BBAS3) devem continuar melhorando em 2023, segundo o Itaú BBA.
Em relatório distribuído ao mercado nesta terça-feira (23), os analistas Pedro Leduc, Mateus Raffaeli e William Barranjard mantiveram a recomendação outperform (equivalente à compra) para as ações do banco, mas com o preço-alvo passando de R$ 44 em 2022 para R$ 53 no fim do ano que vem. O Banco do Brasil é a principal escolha do Itaú BBA no setor bancário.
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Segundo o BBA, a expectativa é que o faturamento do banco estatal acelere no segundo semestre deste ano e em 2023, marcado pela reprecificação de crédito e resultados sustentáveis.
O Itaú BBA prevê aumento modesto das despesas do Banco do Brasil com provisões em 2022, mas em linha com a carteira de crédito em 2023. “A busca pela eficiência está realmente embutida e seus efeitos provavelmente serão vistos novamente no ano que vem”.
Além disso, os analistas esperam que as margens e a eficiência do Banco do Brasil se estendam para 2023, já que o banco tem feito uma alocação prudente de capital.
Para 2022 e 2023, o BBA projeta um crescimento do lucro líquido de 44% e 15%, respectivamente, podendo gerar um ROE (retorno sobre patrimônio) de 20%.
Em relação à ação do Banco do Brasil, que está descontada em comparação aos grandes bancos de sua cobertura, o BBA acredita que o indicador P/B, que compara o preço da ação com o valor patrimonial que ela representa – ou seja, o quanto mercado está disposto a pagar pelo patrimônio líquido do banco – está muito barato, já que negocia em 0,66 vez.
Por outro lado, o P/E, ou preço sobre o lucro, usado para medir quão baratas ou caras estão as ações, está negociando a 3,4 vezes, o que remete a um rendimento de dividendos de 13%, de acordo com o BBA.
“A reação que geralmente recebemos é que o risco de mudanças políticas é maior em ano eleitoral. Enquanto este risco não for ignorado, acreditamos que [Banco do Brasil] está bem precificado”, explicam os analistas.
Por volta de 12h10, o papel ordinário do Banco do Brasil subia 2,04%, a R$ 41,60, enquanto o Ibovespa, principal índice da B3, operava em alta de 1,50%, aos 112.153 pontos.