O Itaú BBA aproveitou o início da temporada de balanços para rever suas preferências no setor financeiro, trocando Bradesco (BBDC4) por BTG Pactual (BPAC11) e B3 (B3SA3) por BB Seguridade (BBSE3) na carteira Top 5.
Em relatório distribuído ao mercado nesta segunda-feira (18), o analista Victor Natal disse que a ação do BTG voltou a negociar próximo aos R$ 21, e que o papel está “barato demais para ser ignorado”.
Ele argumenta que o múltiplo P/L (preço por ação em relação ao lucro por ação) previsto para o BTG Pactual para o final deste ano passou a ser de 10 vezes, menor que a média dos últimos dois anos, de 14 vezes.
O múltiplo lucro por ação relaciona o preço de um papel no momento com o valor patrimonial da empresa. Em outras palavras, ele indica quanto um acionista aceita pagar pelo patrimônio líquido de uma companhia. Esse múltiplo é muito utilizado na identificação de ágio e deságio de uma ação.
Segundo o Itaú BBA, a alocação em BTG trouxe alegria no começo deste ano, com a ação da companhia ultrapassando o desempenho do Ibovespa em quase 10 pontos percentuais. Em abril, no entanto, o banco resolveu vender a ação a quase R$ 26.
“Acreditamos que o BTG está bem-posicionado para sustentar seu ritmo de crescimento e rentabilidade – estimamos um crescimento de receita médio de 18% para o período de 2021 a 2025 em suas principais linhas de negócio, que devem se beneficiar da tendência de aprofundamento financeiro. Além disso, o banco tem um elevado potencial de crescimento em seus investimentos digitais”, explica Natal.
BB Seguridade entra no lugar da B3
No caso da seguradora do Banco do Brasil, apesar de o Itaú BBA ver os múltiplos menos comprimidos, com um P/L de 10 vezes atualmente, ante a média de 10,6 vezes nos últimos dois anos, o banco acredita que eles devam crescer conforme aumenta a rentabilidade da companhia – com os próximos resultados mostrando essa evolução de rentabilidade.
Como justificativa para a troca de B3 por BB Seguridade, Natal diz que a posição na Bolsa brasileira mirava a entrada do investidor estrangeiro no mercado brasileiro, mas ressalta que o forte fluxo de entrada de capital externo nos três meses iniciais do ano se inverteu em abril e maio, ficando no zero a zero em junho.
Diante disso, o BBA passou a preferir o setor de seguros, que deve apresentar um desempenho melhor nos próximos meses – seja por causa da queda nos acionamentos, seja pelo impacto cada vez menor das despesas financeiras advindas do descasamento entre IPCA e IGP-M.
Após a troca das empresas, a carteira do setor financeiro do Itaú BBA ficou com PetroRio (PRIO3), BTG Pactual, Suzano (SUZB3), BB Seguridade e Eletrobras (ELET3).
O que diz o mercado sobre BTG Pactual e BB Seguridade
Dentre 8 recomendações colhidas pela Refinitiv com instituições financeiras e disponíveis no TradeMap, sete são de compra do papel do BTG Pactual e uma para manter a posição. A mediana dos preços-alvo é de R$ 33, o que representa uma valorização de 53% em relação ao fechamento de sexta-feira (15), que foi de R$ 21,60.
Para a BB Seguridade, dentre as 15 recomendações colhidas pela Refinitiv com instituições financeiras, 11 são de compra do papel e quatro para manter a posição. A mediana dos preços-alvo é de R$ 30, o que representa uma valorização de 9,09% em relação ao fechamento de sexta-feira (15), que foi de R$ 27,50.
Por volta de 14h40, o papel do BTG subia 0,46%, a R$ 21,70, enquanto a ação da BB Seguridade tinha baixa de 0,69%, a R$ 27,31.
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