A B3 (B3SA3) divulgou a segunda prévia da carteira do Ibovespa que ficará em vigor de janeiro a abril. Além de reforçar que a Positivo (POSI3) deve deixar o principal índice da Bolsa brasileira em 2023, a empresa também sinalizou que o Ibovespa pode perder outro integrante: o IRB Brasil (IRBR3).
Nenhum novo integrante ingressaria no Ibovespa no lugar das duas empresas. Com isso, o índice deve começar o próximo ano com 90 componentes.
As demais alterações no Ibovespa foram apenas no peso de cada companhia no índice.
A Vale (VALE3) não só continuará com a maior fatia, como aumentará o reinado sobre os demais integrantes, aumentando o peso no indicador de 13,7% para 15,6% – quase 0,2 ponto porcentual a mais que na primeira prévia.
Houve uma troca, porém, na vice-liderança do Ibovespa. Na carteira atual, a posição pertence à ação preferencial (PN) da Petrobras (PETR4), mas na próxima à ação preferencial do Itaú Unibanco (ITUB4) assumirá o posto, com uma participação de 6,1% – praticamente estável em relação à primeira prévia.
O papel PN da Petrobras, inclusive, deve ser o que mais perderá participação com a mudança, passando de uma fatia no Ibovespa de 7,3% para 5,5% – uma queda de 0,5 p.p (ponto porcentual) em relação à primeira prévia, quando o peso estimado na nova carteira era de aproximadamente 6,0%.
A Eletrobras (ELET3), por sua vez, ganhou destaque e subiu posições no ranking das dez ações mais representativas do Ibovespa. O papel ordinário da companhia, que tem uma fatia de 3,2% na carteira atual, aumentou a participação para quase 4,0% – alta de 0,2 p.p em relação à primeira prévia – e, com isso, saltou da oitava para a quinta colocação entre as ações com maior peso no índice.
Outro destaque é o ingresso das ações ordinárias da WEG (WEGE3) na lista das dez companhias com maior participação no Ibovespa. A fatia do papel passou de 2,1% para 2,6%, superando a do Banco do Brasil (BBAS3), cuja parcela caiu de 2,9% para 2,5%.
Esta é a segunda de três prévias que serão divulgadas pela B3. A última versão será divulgada no dia 28 deste mês.
Critérios da carteira do Ibovespa
Em janeiro, maio e setembro de todos os anos, a B3 adota novas carteiras teóricas do maior índice acionário da Bolsa brasileira, com base nos critérios objetivos traçados. Entre eles, estão:
- Regularidade de negociação dos ativos (participação em 95% dos pregões durante a vigência da última carteira);
- Não estar em recuperação judicial;
- Não ser penny stock (papéis negociados na casa dos centavos);
- Ter volume financeiro significativo (participação de ao menos 0,1% do volume negociado durante a vigência das três carteiras anteriores, ou 12 meses).
A carteira teórica do Ibovespa também não inclui Brazilian Depositary Receipts (BDRs) de empresas estrangeiras ou mesmo de brasileiras.
O evento é importante, pois as ações de empresas que são incluídas no Ibovespa costumam ser alvo de compra por parte dos fundos, sobretudo os passivos que acompanham o índice, o que aumenta sua negociação perto da data do anúncio do rebalanceamento.