O ressegurador IRB Brasil (IRBR3) amargou mais um prejuízo líquido. O montante alcançou R$ 298,7 milhões no terceiro trimestre deste ano, 91,8% acima do registrado no mesmo período do ano passado.
O desempenho foi impactado pelos efeitos climáticos que afetaram contratos de riscos do segmento rural e pela Covid-19 no segmento “vida”.
O resultado, além de mostrar um avanço na comparação anual, veio bem pior do que o projetado pelo BTG e Santander. Respectivamente, os bancos esperavam um prejuízo de R$ 97 milhões e R$ 24 milhões.
“O efeito das variações climáticas no agronegócio, que gerou quebra de safra e resultou em perdas significativas para os produtores rurais e, consequentemente, para as seguradoras e resseguradoras, ainda impactou nosso resultado do terceiro trimestre”, afirmou o IRB, no seu balanço divulgado na noite de quinta-feira (10).
Segundo a empresa, essas variações climáticas elevaram a sinistralidade a níveis não esperados. No intervalo de julho a setembro, o sinistro retido (SR) atingiu R$ 1,38 bilhão, resultado 30,4% menor na comparação anual.
O sinistro retirdo representa o volume de sinistros ocorridos de responsabilidade da seguradora. No momento do cálculo do SR, a seguradora já terá registrado parte dos sinistros e deverá estimar os ocorridos no período e ainda não avisados até a data de cálculo. Assim, SR são os sinistros ocorridos e avisados no período mais a IBNR (provisão de sinistros ocorridos e não avisados).
No terceiro trimestre de 2022, o caixa consumido pelas operações totalizou R$ 789,5 milhões, revertendo a geração positiva de R$ 604,8 milhões obtida em igual período anterior.
De acordo com o IRB, o consumo de caixa de julho a setembro ocorreu, principalmente, pelo menor volume de prêmios e pelo maior pagamento de sinistros, com alguns adiantamentos contratuais feitos à seguradoras no segmento rural.
O ressegurador viu seus prêmios emitidos recuarem 7,5% na comparação anual, atingindo R$ 2,6 bilhões no teceiro trimestre deste ano..