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Investidor busca nos bancões proteção contra juros e inflação altos, diz BofA

Investidor busca nos bancões proteção contra juros e inflação altos, diz BofA

Itaú Unibanco, Banco do Brasil e BTG Pactual estão na lista de favoritos dos clientes do BofA para contornar cenário econômico atual

edifício do Banco do Brasil

Foto: Tarcisio Schnaider / Shutterstock.com

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O aumento nos preços das commodities impulsionou os resultados de empresas que vendem estes produtos – como a Petrobras, que teve lucro recorde no primeiro trimestre. Mas os investidores buscam ações de outro setor para surfar o cenário atual, segundo o Bank of America (BofA).

“Os investidores estão preocupados com o ambiente macroeconômico global e escolheram navegar pela tempestade investidos em bancos brasileiros com grande capitalização, que historicamente apresentaram fortes resultados em períodos com inflação e juros elevados”, disse o BofA em um relatório.

A busca por ativos do setor bancário ocorre a despeito de sinais de que a inadimplência em empréstimos está crescendo e pode continuar em níveis altos por um período mais longo.

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O próprio BofA, porém, acredita que isso é um problema menor. “A forte geração de receita, amparada pela expansão da carteira de crédito e por juros mais altos, deve ser mais do que suficiente para financiar níveis mais altos de provisões”, avaliou.

Os nomes preferidos são Itaú Unibanco (ITUB4), Banco do Brasil (BBAS3) – por causa do preço relativamente baixo em relação a outros do setor – e BTG Pactual (BPAC11). O Bradesco (BBDC4) também está no radar dos investidores, principalmente por causa do desconto no preço da ação em relação à do Itaú.

Ações do setor financeiro fora do segmento bancário, no entanto, têm menos popularidade, disse o BofA, afirmando que os investidores consideram haver pouca informação sobre os negócios destas companhias e estão pouco dispostos a pagar pelo potencial de receita de novas verticais de negócio.

Segundo o banco, a maioria dos investidores acredita num ambiente de juros altos por mais tempo no Brasil, o que é prejudicial ao modelo de negócio da maioria das empresas financeiras fora do setor bancário.

“Isto reduz o interesse em empresas de pagamento e de bancos digitais, assim como em negócios que se beneficiam de juros baixos, como bolsas e aqueles voltados a investimentos”, acrescentou o banco.

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