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Intenção de consumo cresce pelo 6º mês seguido, mas ainda desfavorece empresas como a Via (VIIA3)

Intenção de consumo cresce pelo 6º mês seguido, mas ainda desfavorece empresas como a Via (VIIA3)

Brasileiros estão mais propensos a consumir, mas seguem reticentes em relação à compra de bens duráveis

placas com o logotipo da rede de varejo Magazine Luiza

Foto: rafapress / Shutterstock.com

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A intenção de consumo dos brasileiros cresceu pelo sexto mês consecutivo em junho, impulsionada pela queda no desemprego, mas a tendência deve beneficiar pouco empresas varejistas que vendem eletrodomésticos e bens de consumo duráveis.

Segundo dados da CNC (Confederação Nacional do Comércio), o índice que mede a intenção de consumo das famílias alcançou 80,2 pontos em junho, resultado 2,9% maior que em maio e 18,8% superior ao observado em junho do ano passado.

A alta ocorre a despeito da inflação e dos juros elevados – e, segundo a Confederação, pode ser atribuída às medidas de suporte à renda adotadas pelo governo e à redução nos níveis de desemprego. No primeiro semestre, o avanço na intenção de consumo foi de 10,1%.

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Os brasileiros, no entanto, ainda estão pouco propensos a comprar bens duráveis, como geladeiras e automóveis. Para estes produtos, o índice de intenção do consumo cresceu bem menos – a alta foi de 1,4% no mês e de 2,7% no ano, para 40,9 pontos.

Para fins de referência, em fevereiro de 2020, antes da pandemia de Covid-19 atingir a economia brasileira, este índice beirava os 80 pontos.

A CNC ressaltou também que as famílias estão enfrentando maiores dificuldades para contratar crédito – um empecilho a mais à compra de bens duráveis, que em geral têm preços mais altos que os de outros produtos.

Isso explica em parte o fraco desempenho das ações de empresas como Magazine Luiza (MGLU3) e Via (VIIA3), que nos últimos 12 meses registraram quedas de preço de 90% e de 87%, respectivamente.

A Via é a dona das marcas Casas Bahia, Ponto e Bartira, todas elas voltadas à venda de móveis e de eletrodomésticos. O Magazine Luiza também é uma rede voltada essencialmente à venda de bens duráveis, ainda que nos últimos anos tenha se esforçado para diversificar o mix de produtos vendidos.

Hoje, as ações das duas companhias registravam algumas das maiores perdas dentre os componentes do índice Ibovespa, o principal da Bolsa brasileira. Por volta das 14h, Magazine Luiza recuava 3,42%, a R$ 2,26, enquanto Via tinha queda de 2,08%, a R$ 1,88.

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