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Inflação será 1,3 ponto percentual maior até abril após Petrobras reajustar combustível

Inflação será 1,3 ponto percentual maior até abril após Petrobras reajustar combustível

Cálculo é de André Braz, coordenador de índices de preços do Ibre/ FGV

Foto: Shutterstock
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A decisão da Petrobras de elevar o preço dos combustíveis vai adicionar 1,3 ponto porcentual (pp) à alta do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) até abril, se o reajuste for integralmente repassado pelas distribuidoras. O cálculo é do coordenador de índices de preços do Ibre/ FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), André Braz.

De acordo com o especialista, só o aumento no preço da gasolina deve agregar 1,24 pp à inflação. A elevação do diesel adicionaria outros 0,06 pp. “Dois terços desse impacto acontecerão em março, e um terço em abril”, estimou.

“Minha estimativa para o IPCA de março estava em 0,7%. Considerando o impacto conjunto do diesel e da gasolina, a inflação pode subir 0,9 ponto percentual a mais, vai pra 1,6%. Isso considerando que em março teria alta de dois terços. Em abril, deve haver um impacto adicional, de 0,4 ponto percentual”, apontou.

Após 57 dias sem reajustes, a estatal anunciou nesta quinta-feira (10) que aumentará os preços de venda de gasolina e do diesel. O valor do litro da gasolina vai subir 18,8%, para R$ 3,86, enquanto o do diesel passará a R$ 4,51 – aumento de 24,9%.

Mesmo com a elevação, o valor de ambos os combustíveis ainda ficará abaixo do preço que deveria ser praticado no Brasil caso a política de preços da Petrobras fosse seguida à risca. Segundo cálculos da Abicom (Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis), até ontem os preços do litro da gasolina e do diesel no Brasil estavam com defasagem média de R$ 1,17 e R$ 1,83, respectivamente.

A Petrobras aumentou o preço da gasolina em R$ 0,61 e o do diesel em R$ 0,90 por litro.

Em nota, a Petrobras disse que o aumento de preços “vai no mesmo sentido de outros fornecedores de combustíveis no Brasil que já promoveram ajustes nos seus preços de venda”. A empresa também disse que o reajuste foi necessário diante do aumento nos preços do petróleo e “para que o mercado brasileiro continue sendo suprido, sem riscos de desabastecimento”.

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