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Ibovespa opera estável enquanto petroleiras e frigoríficos lideram altas

Ibovespa opera estável enquanto petroleiras e frigoríficos lideram altas

Após abrir em queda, Ibovespa virou para o positivo ao longo do dia e está perto da estabilidade

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Depois de dois dias seguidos em alta, o Ibovespa opera próximo da estabilidade nesta quinta-feira, dia 13. Após um início em leve queda na abertura, anotava 0,08% de alta, aos 105.759 pontos, às 13h25. O índice acompanha os mercados externos, que operam sem direção definida.

Para o head de renda variável da Renova Invest, Rodrigo Friedrich, a expectativa do mercado era de um início positivo para a B3. “O início negativo nos surpreendeu. O fluxo estrangeiro começou a derrubar um pouco, e fez com que as bolsas la fora não performassem bem. Isso afetou o cenário interno”, afirmou.

As altas da B3 ficam concentradas nas empresas do ramo de petróleo. O principal avanço durante a tarde era PetroRio (PRIO3), que subia 4,60%. A Petrobras (PETR3) ajuda o índice a se segurar devido aos volumes negociados na bolsa. A estatal tinha valorização de 1,85%, impulsionada pelos reajustes de preços que têm feito nos últimos dias.

As empresas do setor se beneficiam do aumento do preço do petróleo Brent para março na quarta-feira, dia 12. O contrato fechou em alta de 1,13%, a US$ 84,67 por barril.

Frigoríficos em alta, mas ameaçados

Outro segmento que tem se destacado positivamente é o de frigoríficos, puxados principalmente pela BRF (BRFS3). A empresa anunciou nesta um acordo para a criação de uma joint venture na Arábia Saudita. O negócio atuará na cadeia completa de produção de frangos na região e promoverá a venda de produtos frescos, congelados e processados.

A divisão dos processos será de 70% pela BRF e 30% por um fundo de investimentos da Arábia Saudita. A parceria inclui também um núcleo de Negócios Halal (processo de preparação e industrialização de alimentos adaptado à cultura islâmica) no país.

Para o sócio-fundador da Fatorial Investimentos, Jansen Costa, as empresas do setor também se beneficiam da seca na região Sul do Brasil e em países vizinhos que aceleraram os abates. “Com maior oferta, menores preços são pagos ao produtor, o que aumenta a margem dos frigoríficos” comenta.

Rodrigo Friedrich, da Renova Invest, se mostra receoso com o setor, principalmente após o governo norte-americano indicar que é a favor de combater conglomerados no país, o que pode afetar principalmente JBS (JBSS3) e Marfrig (MRFG3). “Fico com o pé atrás nesse setor. Há algumas semanas o presidente Joe Biden sinalizou que quer acabar com os monopólios, e a JBS, gigante por lá, pode sofrer alguma sanção”, afirma.

Externo e interno de mãos dadas

No cenário internacional, mais quedas. Na Europa, os principais índices caíam. O Euro Stoxx 50 recuava 0,36%; o DAX, da Alemanha, 0,38%; e o FTSE100, de Londres, 0,15%. Nas bolsas de Wall Street, apenas Dow Jones tinha alta. O índice subia 0,38%, enquanto Nasdaq caía 0,80%; e S&P 500, 0,22%.

O resultado positivo de serviços, divulgado mais cedo pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) não movimentou tanto os mercados.  Segundo a instituição, foi observado um aumento de 2,4% em novembro em relação a outubro.

Para Alexsandro Nishimura, economista da BRA, o mercado recebeu bem os dados de serviços, por ser um setor importante para a atividade econômica. Contudo, ressalta que o avanço da Covid-19 no país pode prejudicar os próximos resultados.

“Os serviços prestados às famílias devem permanecer em tendência ascendente nos próximos meses, entretanto a rápida disseminação da variante Ômicron pode desacelerar a taxa de crescimento neste início de 2022”, afirmou Nishimura.

Empresas do setor de varejo, que concentraram as altas na quarta, operam em queda nesta quinta. Magalu (MGLU3), por exemplo, recuava 4,28%. As companhias de tecnologia também sofrem no pregão. O destaque negativo é a Locaweb (LWSA3), caindo 6,91%. Para o head de renda variável da Renova Invest, esse setor sofre mais pois é mais sensível com as altas na taxa de taxa de juros, por serem empresas tomadoras de recursos.

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