Após voltar à casa dos 99 mil pontos no fechamento do pregão de ontem (3), o Ibovespa pode recuperar fôlego durante o dia, aponta análise do Valor Investe. O principal índice da B3 deve acompanhar alívio dos mercados globais devido sinalização de que os conflitos em Hong Kong podem chegar ao fim.
A governadora de Hong Kong, Carrie Lam, anunciou hoje a retirada total de um projeto que previa a extradição de suspeitos de crimes para a China continental. Este motivo já causou uma série de protestos há três meses no local. Por conta disso, o índice da bolsa de valores da ex-colônia britânica, Hang Seng, reagiu de forma positiva ao sinal e encerrou com alta de 3,90%.
Por aqui, o assunto que mais ganha destaque é a análise e votação da reforma da Previdência. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado votará o parecer elaborado pelo relator Tasso Jereissati (PSDB-CE).
Europa
Enquanto isso, na Europa há sinais de que a saída do Reino Unido da União Europeia, o Brexit, possa demorar ainda mais do que o previsto. Acontece que a Câmara Baixa (equivalente à Câmara dos Deputados aqui no Brasil) aprovou ontem uma medida que adia pela terceira vez a data em que o país deixe o bloco, para 31 de janeiro. A decisão movimenta as bolsas no continente europeu.
Se de fato a proposta for aprovada pela Câmara Alta (semelhante ao nosso Senado), o Brexit estende o prazo.
O Parlamento do Reino Unido aprovou, por 327 votos a 299, a lei que impede um Brexit sem acordo. O primeiro-ministro Boris Johnson, que assumiu o cargo no mês passado, deixou claro que a saída do país da União Europeia ocorreria em 31 de outubro com ou sem acordo e, após o resultado ser anunciado, ele fez uma ação para novas eleições gerais.
EUA
Hoje, por volta das 15h, o Federal Reserve (banco central americano) publicou o Livro Bege, uma espécie de resumo econômico do país nas condições atuais. Ele servirá como base para discussões nas próximas reuniões de política monetária e poderá influenciar na decisão de corte de juros nos Estados Unidos.
A maioria das companhias americanas permanecem otimistas em relação às perspectivas futuras para o curto prazo, apesar dos receios em torno das tarifas e da política comercial do país, apontou o relatório.
Foto: Suno Research