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Ibovespa fecha no maior nível em mais de um mês antes de decisão do Copom

Ibovespa fecha no maior nível em mais de um mês antes de decisão do Copom

O Ibovespa subiu pelo quinto dia seguido e terminou o pregão no maior patamar em mais de um mês, com a expectativa pelo Copom.
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O Ibovespa subiu 0,50% e terminou o pregão aos 108.096 pontos – maior nível de fechamento desde 25 de outubro, quando encerrou a sessão em 108.714 pontos. O índice está avançando sem parar há cinco pregões, e neste intervalo acumulou ganho de 7,0%.

Hoje a alta do Ibovespa foi menos intensa do que nos pregões anteriores, refletindo tanto uma pausa após o avanço recente quanto a cautela dos investidores antes do anúncio do Banco Central sobre a taxa básica de juros, a Selic.

A aposta dos investidores é de que ela suba de 7,50% para 9,25%, mas há dúvidas sobre qual será a trajetória futura da taxa.

Ninguém tem certeza se o Banco Central vai sinalizar uma elevação de 1,50 ponto porcentual para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em fevereiro do ano que vem.

O atual nível da inflação, mais de duas vezes maior que o limite previsto no regime de metas, justificaria uma decisão neste sentido. No entanto, os sinais de enfraquecimento da atividade econômica abrem espaço para que a Selic suba menos daqui para frente.

A maioria das instituições ouvidas pela Agência TradeMap acha que o Banco Central vai sinalizar um aumento dos juros para 10,75% em fevereiro, dadas as expectativas de inflação ainda elevadas e as incertezas no cenário externo e fiscal no Brasil.

Em Wall Street, o índice Dow Jones avançou 0,09%, o S&P 500 teve alta de 0,31% e o Nasdaq, de 0,64%.

Destaques do Ibovespa

As ações relacionadas a viagens aéreas foram o destaque positivo do dia, após a Pfizer afirmar que três doses da vacina da companhia contra a covid-19 neutralizam a variante Ômicron do coronavírus. A notícia reduziu o receio de restrições à circulação de pessoas e impulsionou CVC (CVCB3 +9,60%), Gol (GOLL4 +9,18%) e Azul (AZUL4 +5,86%).

Magazine Luiza (MGLU3) caiu 10,63% e teve o pior desempenho entre os componentes do Ibovespa. Segundo a Ativa Investimentos, a queda foi motivada pelo recuo inesperado nas vendas do varejo de outubro, que voltaram a ficar abaixo dos níveis anteriores à pandemia de covid-19.

A BRF também fechou em baixa (BRFS3 -1,17%) após ajustar projeções e afirmar que vai atingir mais lentamente a meta de crescimento na receita da companhia. Ainda no setor de frigoríficos, Marfrig (MRFG3) foi para a direção oposta depois de o Bank of America elevar a recomendação da ação de neutra para compra.

A Positivo (POSI3) subiu 5,42% depois de anunciar uma nova linha de máquinas de pagamento e uma parceria com empresa chinesa para fortalecer a produção destes itens.

Agenda de amanhã

Além da reação à decisão do Copom, a quinta-feira será marcada pela votação no Senado a respeito da desoneração da folha de pagamentos. O texto na prática autoriza 17 setores da economia a pagar uma contribuição previdenciária de 1% a 4,5% sobre a receita bruta no lugar de 20% sobre a folha de salários.

Estão na lista de beneficiadas empresas que dependem de grandes contingentes de mão de obra, como fabricantes de calçados, veículos e roupas, produtores de proteína animal, companhias de construção civil, de tecnologia de informação e de comunicação, entre outros.

A expectativa é de que o texto seja aprovado e os incentivos prorrogados até o fim de 2023. Sem a aprovação, os setores perderão os benefícios a partir de janeiro.

Entre os indicadores, o destaque no Brasil é a divulgação da primeira prévia do IGP-M (Índice Geral de Preços ao Mercado), pela manhã.

No exterior, estão previstos dados sobre a inflação na China hoje à noite e a respeito dos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos, amanhã às 10h30, o que pode trazer volatilidade ao Ibovespa.

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